A Psicologia e as pessoas transgêneras

Como os graduandos percebem essa população e estão sendo preparados para atendê- la?

Autores

  • Bibiana Christofari Hotta
  • Fernanda Seib Gomes
  • Aline Da Silva Piason

Palavras-chave:

psicologia; transgênera; patologização; curso de graduação; qualitativo

Resumo

A área da saúde, em sua história, pouco importou-se com a visão transgênera sobre sua própria identidade, impondo à essas pessoas uma perspectiva patologizante e excludente (Crocq, 2022; Bauer, 2017), criando dinâmicas de poder e dependências crientelistas (Vieira et al, 2019). No Brasil, um país essencialmente patriarcal e heteronormativo, reproduzimos culturalmente diversos estigmas sobre essa população, com violências físicas e simbólicas (Ruiz, 2019), o que segundo Araújo e Theophilo (2019), não é combatido nos cursos de graduação, já que esse é um assunto raramente debatido nestes espaços. Portanto, o psicólogo que atende uma pessoa transgênera acaba lidando com questões políticas e polêmicas, sendo importante para este ter noção de seus valores, preconceitos e crenças (Araújo & Theophilo, 2019). Com isso em mente, o presente artigo propõe uma pesquisa qualitativa de entrevista semi-estruturada com dois grupos focais, um com estudantes da metade inicial do curso de Psicologia e um com a metade final, a qual será gravada e posteriormente transcrita para a realização de uma análise de discurso, com a intenção de compreender o quanto esses futuros profissionais estão inteirados na temática, quais suas crenças e perspectivas e como a graduação está afetando esse cenário. Inicia-se com uma apresentação de termos e das principais questões abordadas, de forma a introduzir o assunto para aqueles que não estão inseridos no meio de discussões à cerca da identidade de gênero, e segue-se abordando quanto à questões específicas que moldam o cenário atual do cuidado em saúde mental, justificando a importância da pesquisa e descrevendo por fim o projeto.

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Publicado

2024-03-22