Dermatofitose (Microspurum canis) em animais domésticos e sua relevância clínica devido ao seu aspecto zoonótico e resistência ambiental, revisão de literatura

Autores

  • Mariana Ramos Gomes Barbosa
  • Gabriela Zimmermann Prado Rodrigues

Palavras-chave:

Dermatofitose; Zoonose; Microsporum canis.

Resumo

As Dermatofitoses mostram-se constantemente presentes na rotina cínica veterinária, com destaque a espécie Microsporum canis, devido a sua frequência em animais domésticos. Acometendo não só cães e gatos, mas também, aos seres humanos. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi realizar uma revisão de trabalhos publicados entre 2016 e 2022, abordando sua etiologia, transmissão, sinais clínicos, diagnóstico e sua importância. A dermatofitose é caracterizada por uma doença fúngica, que acomete principalmente a parte cutânea queratinizada do animal, sendo de fácil transmissão através do contato com esporos, sendo ela o contato com os animais ou ambientes contaminados. Ainda, estes esporos apresentam altas resistências, permanecendo por longos períodos no ambiente. Além de, em algumas revisões, ser considerada como uma antropozoonose, pois apresenta-se altamente contagiosa e com fator zoonótico. Em relação aos sinais clínicos, é comum os animais apresentarem principalmente prurido, lesões alopécicas, circulares e descamações de pele. Entretanto, alguns animais podem apresentar-se assintomáticos, dificultado no diagnóstico e contribuindo para a sua distribuição, tanto para outros animais quanto para o ser humano. Para o seu diagnóstico, é preciso realizar exames para confirmação, o qual o mais comum na rotina clínica, a utilização da Lâmpada de Wood. Embora seja muito utilizada como uma forma de “teste rápido”, pelo fato de a região contaminada apresentar-se fluorescente sobre a lâmpada, entretanto, a não-fluorescência não é dada como diagnóstico-negativo definitivo. Já os métodos de microscopia e cultura micológica, são considerados o padrão-ouro para a confirmação do Microsporum canis em animais domésticos. Sendo assim, pelo fato de sua transmissão, e presença na rotina clínica veterinária, a dematofitose (M. canis) demonstra grande importância na saúde animal, pública e ambiental. Visto que, além de, atualmente o contato entre tutor-animal ser notório, favorecendo a disseminação dessa afecção, devido ao seu fator enzoótico, possui também o fator da exigência do controle ambiental, devido a sua grande resistência no ambiente.

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Publicado

2024-03-22

Edição

Seção

RESUMO MEDICINA VETERINÁRIA