Abordagens fisioterapêuticas mais recorrentes no tratamento da escoliose idiopática

evidências científicas atuais

Autores

  • Patrícia Souza Fraga
  • Gisele Gutjahr de Góes

Palavras-chave:

Escoliose idiopática; Fisioterapia; Tratamentos; Ensaios clínicos randomizados.

Resumo

A Escoliose Idiopática (EI) é uma doença com causa desconhecida, que acarreta diversas alterações como dor, diminuição da flexibilidade, hipotrofia muscular, assimetrias posturais, podendo provocar prejuízos no comportamento biopsicossocial. Esta pesquisa tem por objetivo identificar quais são as respostas terapêuticas das abordagens aplicadas no tratamento da escoliose idiopática, em relação à algia, alterações do ângulo de Cobb, alterações funcionais e qualidade de vida dos pacientes, com base em publicações recentes. Este estudo trata-se de uma revisão bibliográfica, sendo realizada uma busca nas bases de dados eletrônicas PubMed, PEDro e Scielo, de agosto de 2022 à março de 2023, utilizando as palavras chaves “Escoliose idiopática”, “Fisioterapia”, “Tratamento”, “Ensaio clínico randomizado”. Foram excluídos artigos duplicados, que não se tratava de ensaios clínicos randomizados e que não estavam relacionados com os objetivos da pesquisa. O estudo demonstrou que métodos e recursos como E-Fit, Equoterapia, Pilates, Palmilhas 3D e Schroth têm sido utilizados no tratamento da escoliose idiopática do adolescente, sendo o método Schroth o mais recorrente dentre eles. Além disso, também é a técnica que apresenta melhores resultados quanto ao ângulo de Cobb, obtendo resultados significativos inclusive no ângulo de rotação de tronco, alívio da dor e melhora na qualidade de vida. Devido ao número restrito de estudos recentes encontrados nesta busca, sugere-se a realização de mais estudos que proporcionem amostras maiores, definição de protocolos de tratamento, aprofundando ainda mais o conhecimento sobre as intervenções no cuidado da EIA, com a realização de ensaios clínicos randomizados de forma mais padronizada, com delimitações de faixa etária, sexo, tempo de sessões e de duração dos estudos. Desta forma será possível realizar uma análise mais imparcial para todas as abordagens, obtendo-se resultados mais concretos, completos e eficazes no tratamento da EIA.

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Publicado

2024-03-22