A mobilização precoce como recurso fisioterapêutico em pacientes com comprometimento cardíaco e neurológico na unidade de terapia intensiva (UTI)

uma revisão bibliográfica

Autores

  • Marialva Consul Moreira
  • Sandra Magali Heberle
  • Sílvia Lemos Fagundes

Palavras-chave:

Mobilização Precoce; Fisioterapia; Unidade de Terapia Intensiva (UTI); Pacientes Neurocríticos; Pacientes Cardíacos.

Resumo

A mobilização precoce desempenha um papel determinante na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), desde então promovendo a movimentação ativa dos pacientes, a recuperação funcional e reduzindo o risco de complicações decorrentes da imobilidade. Esta pesquisa abrange a aplicação da mobilização precoce em pacientes com comprometimento cardíaco e neurológico na UTI, evidenciando a relevância da adaptação de intervenções fisioterapêuticas específicas. Os objetivos principais da pesquisa incluem definir o conceito de mobilização precoce em pacientes adultos na UTI, descrever os objetivos e os recursos fisioterapêuticos aplicados na mobilização precoce. Metodologicamente, esta pesquisa trata-se de uma revisão bibliográfica integrativa, com base de dados eletrônicos como: Pubmed, Scielo, Google Acadêmico, LILACS e Medline, partindo dos critérios de inclusão: publicações científicas, tais como estudos experimentais, observacionais, metanálises, estudos prospectivos e relatos de caso, contemplando os em português, inglês, e publicados nos últimos cinco anos e de acesso gratuito. Os resultados foram, momentaneamente constam de 16 artigos, seguindo os preceitos pré-determinados metodologicamente. Em consonância com as pesquisas realizadas, foi possível considerar a significância da mobilização precoce como parte integral dos cuidados na UTI, sua eficácia quando combinada com intervenções fisioterapêuticas individualizadas. Considera-se que abordagem interdisciplinar aprimora os resultados clínicos, a partir da mobilização precoce como um recurso fundamental e diferencial para prognóstico funcional bem-sucedido. Em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio, a mobilização precoce, aliada a exercícios de mobilidade no leito, transferência para a cadeira e exercícios físicos específicos, demonstrou melhorar a capacidade funcional, a potência muscular respiratória e a qualidade de vida, além de reduzir complicações como atelectasia e derrame pleural. Nos casos de pacientes em ventilação mecânica na UTI, a fisioterapia desempenha um papel crucial, empregando exercícios passivos, treinamento funcional à beira do leito e fisioterapia respiratória para promover a progressão da mobilidade fora do leito. Em pacientes com traumatismo cranioencefálico grave, a mobilização passiva, a estimulação sensório-motora precoce e os cuidados com posicionamento adequado no leito foram acompanhados por manobras da fisioterapia respiratória, como vibrocompressão e descompressão manual, para garantir a manutenção das vias aéreas, prevenção de complicações pulmonares e contribuir para a neuroproteção. Em todos esses contextos, a fisioterapia desempenha um papel essencial na promoção da recuperação funcional, prevenção de complicações e na qualidade de vida dos pacientes da UTI.

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Publicado

2024-03-22