Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) em fisioterapeutas intensivistas

uma revisão da literatura

Autores

  • Brenda Scheifler
  • Sílvia Lemos Fagundes

Palavras-chave:

DORT; Fisioterapeutas; Movimento

Resumo

Os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) representam um conjunto de condições de risco que abrangem inúmeras profissões, incluindo os Fisioterapeutas intensivistas, e estão interligados às atividades laborais e aos movimentos repetitivos que os profissionais realizam em sua rotina laboral diária. O presente estudo está em andamento e tem como objetivo, identificar quais são os movimentos laborais realizados por Fisioterapeutas em uma UTI e correlacionar com os distúrbios osteomusculares do trabalho. Metodologicamente trata-se de uma análise sistemática de artigos selecionados, incluindo artigos científicos publicados nos últimos cinco anos das principais bases de dados, como Scielo, Pubmed, Medline e Google Acadêmico. Eles serão de acordo e fiel aos objetivos, e serão incluídos categorizados e tabulados, permitindo a análise sistemática dos resultados. As atividades laborais do Fisioterapeuta englobam uma série de movimentos repetitivos e precisos, posturas inadequadas, exigência e níveis significativos de esforço físico, do qual se faz necessário para realizar intervenções fisioterapêuticas como: Manobras de higiene brônquica (vibrocompressão e AFE), mobilização e trocas de decúbitos dos pacientes no leito, todos estes expõem os profissionais para o alto risco de desenvolvimento de DORT. Os movimentos repetitivos, como realizar transferências do paciente no leito para a cadeira ou poltrona, realizar trocas de posturas, posicionar e movimentar pacientes, bem como a constante inclinação do corpo para realizar suas tarefas, resultam em posturas inadequadas. Ademais o manuseio de equipamentos também pode sobrecarregar os músculos, contribuindo assim para o desenvolvimento de distúrbios musculoesqueléticos, devido às condições ergonômicas geralmente precárias. Conclui-se então como um dos locais de maior quadro álgico a região da coluna lombar seguida da região cervical, em decorrência da sua rotina sobrecarregada e da longa jornada de trabalho.

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Publicado

2024-03-22