Estresse e alterações fisiometabólicas

Autores

  • Alexsandro Ninggermann Faria
  • Chaline Caren Coghetto
  • Carolina Boëttge Rosa

Resumo

Atualmente fatores como o estilo de vida, excesso de demandas, facilidade e frequência ao acesso à informação e conteúdo de baixa qualidade, falta de boas relações interpessoais, reduzidos períodos de lazer, entre outros fatores tem levado as pessoas a sofrerem quadros repetidos de estresse agudo, estresse crônico, ansiedade e depressão, em seus mais variados níveis. A realidade da vida dessas pessoas as faz procurar meios de reduzirem quaisquer pontos que possam dispersá-las ou desviá-las do foco principal que é produzir mais, bater metas, atingir objetivos, alcançar determinados resultados e, por vezes, estes pontos que são postos como obstáculos são os que deveriam ser vistos como importantes, e são eles: saúde, qualidade de vida, autovalorização, relações sociais e todos os fatores envolvidos e resultantes destes. O objetivo desta análise é apresentar agentes que levam a quadros de estresse agudo, crônico e outros prejuízos à saúde ligados a estes, assim como apresentar possíveis soluções para resolução desta problemática. O estudo foi feito a partir da leitura e análise de artigos científicos dispostos na base de dados do Google Acadêmico sobre a relação entre os níveis e a incidência de quadros de estresse e alterações fisiometabólicas geradas por ele. Diversos estudos apresentam o quão nocivo é para o organismo sofrer repetidos quadros de estresse agudo, ou manter-se em estado de estresse crônico, pois este retorno do organismo a agentes estressores gera uma série de respostas fisiológicas que, se mantidas por longos períodos ou em fase constante, podem gerar redução da reposta imune, desequilíbrio metabólico e riscos cardiovasculares, estes que levam e maiores chances de quadros de infecções, aumento do Índice de Massa Corporal (IMC), resistência insulínica, dislipidemia, aumento da pressão arterial e outros agravos relacionados a estas complicações. Apesar de ser um problema generalizado e boa parte da população mundial estar exposta a agentes estressores, sejam eles físicos ou mentais, é uma parcela reduzida que busca suporte e/ou consegue modificar os hábitos, o meio ou o comportamento que está levando ao quadro de estresse e todos os danos que ele acarreta. A vida moderna está atrelada a super produção, busca por novas tecnologias em diversas áreas, ferramentas que sejam capazes de tornas a vida mais prática, cascatas de dados e informações que bombardeiam por todos os lados, consumo de alimentos industrializados, com alto valor calórico e baixo valor nutricional, falta de tempo para praticar exercícios físicos, para estar com a família e amigos, crise financeira, política, na saúde, ambiental e no mundo. Faz-se necessário a projeção de novas políticas, intervenções e mobilização de ações que sejam capazes de amparar e levar ao conhecimento das pessoas a importância de receberem suporte multiprofissional e mudarem seus hábitos a fim de reduzir os níveis de estresse, a incidência de doenças crônicas não transmissíveis, os danos psicológicos e todos os problemas fisiometabólicos ligados a ele, desta forma serão reduzidos os números destes agravos em saúde através de medidas preventivas e isto promoverá benefícios progressivos e sobre os planos social, econômico e ambiental.

Palavras-chave: Estresse crônico; Metabolismo; Síndrome metabólica

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Publicado

2022-12-30