Fratura de rádio bilateral em equino

relato de caso

Autores

  • Lucas da Cunha Tubino
  • Henrique Jonatha Tavares

Resumo

: Fraturas de rádio em equinos tendem a ter uma casuística menor, quando comparadas as fraturas de ulnares, e frequentemente são associadas a traumas externos. O diagnóstico de fratura é feito pelo exame clínico, e sempre que possível, associado a avaliação radiográfica. Contudo, fraturas bilaterais são pouco relatadas na literatura, e na espécie, tem um prognóstico desfavorável, por isso, a principal conduta a ser tomada ainda é a eutanásia. O trabalho tem por objetivo elucidar a temática de fraturas de rádio em equinos relatando a necropsia realizada em uma équa SRD (Sem Raça Definida), durante aula prática da disciplina de Patologia Animal. O presente relato de caso consiste em uma équa SRD que fraturou os dois membros anteriores durante atividade de tração com carroça, por consequência disso, optou-se pela eutanásia. Na inspeção externa do cadáver, localizou-se a região de fratura, nos membros anteriores direito e esquerdo, observou-se que se tratava de fraturas radiais. Ao realizar-se a abertura e remoção dos tecidos adjacentes a região acometida, expondo as áreas de lesão, foi possível observar: membro anterior direito – fratura transversa completa multifraguimentar de diáfise de rádio, já no membro anterior esquerdo – fratura transversa completa de diáfise de rádio.  Outras alterações foram observadas durante a necropsia; hemoptise e áreas de congestão pulmonar, possivelmente associadas ao sofrimento pós lesão. Deste modo, conclui-se que embora emergências ortopédicas relacionadas a fraturas ósseas, de membro apendiculares, sejam relativamente comuns na rotina veterinária, quando tratamos de equinos, e suas peculiaridades, visa-se qualidade de vida no atendimento, o que muitas vezes acaba não sendo possível, fazendo com que a eutanásia se torne a conduta de escolha, demostrando há necessidade de aprimoramento de técnicas que possibilitem a recuperação deste animal proporcionando qualidade de vida.

Palavras-chave: Multifragmentares; Patologia; Ulnares.

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Publicado

2022-12-30