A percepção de pacientes e terapeutas sobre psicoterapia durante a pandemia COVID-19

dados preliminares

Autores

  • Camila Soares SARMENTO Centro Universitário Cesuca
  • Daniela DIAS Centro Universitário Cesuca
  • Lara BORGES Centro Universitário Cesuca
  • Tailise AGUIAR Centro Universitário Cesuca
  • Patrícia SCHEEREN Centro Universitário Cesuca
  • Paola Vargas BARBOSA Centro Universitário Cesuca
  • Paul SPRINGER University of Nebraska - Liconln (EUA)

Resumo

O presente artigo, refere-se a um estudo de caráter qualitativo exploratório.  Tem como objetivo conhecer a experiência de terapeutas e pacientes que estão oferecendo e recebendo terapia online durante a pandemia COVID-19, assim como explorar as principais dificuldades e os desafios dos terapeutas em oferecer atendimento online, conhecer a relação terapeuta-paciente no atendimento online a partir da visão de terapeutas e pacientes e investigar a percepção sobre a eficiência dos atendimentos de psicoterapia online a partir da visão dos terapeutas e pacientes. A demanda emergiu a partir da pandemia de COVID-19 em 2019, quando terapeutas necessitaram adaptar seus atendimentos para a modalidade online e pacientes se depararam com uma nova forma de realizar psicoterapia. Para coleta de dados, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas e um formulário sociodemográfico com dados dos terapeutas e pacientes. Até o momento, numa coleta parcial dos dados, foram entrevistadas três terapeutas com no mínimo cinco anos de experiência e que estivessem atendendo pacientes de forma remota. Também foram entrevistadas duas pacientes que estavam em terapia há no mínimo 3 meses, e que estivessem em atendimentos exclusivamente remotos. Dentre os resultados, observou-se que o atendimento online foi apontado como favorável por todas as participantes do estudo. Entre as terapeutas, apareceram vantagens como comodidade, economia de tempo e gastos financeiros, assim como resultados tão positivos quanto a terapia presencial. As desvantagens apontadas referem-se ao desafio da construção do vínculo terapêutico sem a presencialidade e o cansaço do atendimento através de telas.  Em relação às pacientes, as duas participantes relataram receio sobre a modalidade online no início, especialmente ao que se refere ao sigilo e a qualidade do desenvolvimento do vínculo terapêutico. Apesar disso, ambas têm uma boa percepção dos atendimentos remotos e sentiram uma melhora da sua saúde mental. Tanto psicólogas quanto pacientes percebem o vínculo terapêutico como possível de ser construído de forma adequada. Espera-se que os resultados dessa pesquisa contribuam para o desenvolvimento dessa modalidade de atendimento psicoterápico.

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Publicado

2021-12-03