A genética do comportamento em cães

Autores

  • Diele MAGNANI Centro Universitário Cesuca
  • Thayne Woycinck KOWALSKI Centro Universitário Cesuca

Resumo

O crescente estreitamento da relação entre o homem e o seu animal de estimação tem aumentado o interesse acerca do estudo do comportamento do cão, posto que é necessário que essa relação seja saudável tanto para o pet quanto para seus tutores.  Cabe compreender, portanto, quais atitudes do animal são provenientes do ambiente e quais delas possuem relação genética para que essa relação seja a mais assertiva possível. A genética comportamental estuda os mecanismos genéticos e neurobiológicos envolvidos em diversos comportamentos animais e humanos. Embora seja de extrema valia, o estudo do comportamento do cão representa um longo tempo de coleta de dados e dificuldades logísticas de medição, haja vista ser complexo reunir um conjunto de informações grande o suficiente para analisar a base genética de uma característica que é, também, influenciada por fatores não genéticos. Por meio de pesquisa bibliográfica, o presente estudo constatou a sugestão de que exista uma base genética para o comportamento, sendo, inclusive, adquiridos novos padrões por meio da domesticação. Autores defendem que talvez o comportamento seja a maior influência na modificação da expressão de genes em populações, ultrapassando até mesmo a morfologia e a fisiologia. Estudos demonstram a persistência de comportamentos específicos em algumas raças, levantando a hipótese de que essas características sejam de fato controladas por determinado nível genético. Como estratégia para decifrar a complexidade do comportamento, pode-se apostar o foco de pesquisa em fenótipos menos complexos, ou seja, endofenótipos, que estão mais próximos do biológico, além de biomarcadores na urina ou sangue.

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Publicado

2021-12-03