Cultivo bacteriológico de uma amostra coletada de um objeto pessoal proveniente de uma acadêmica de Biomedicina, Cachoeirinha (RS)

Autores

  • Geovana VILLANOVA Centro Universitário Cesuca
  • Gabriela Zimmermann Prado RODRIGUES Centro Universitário Cesuca

Resumo

Por conta da pele ser o maior órgão e atuar como barreira física entre o ambiente externo e o organismo, a mesma possui milhares de colônias microbianas, que podem eventualmente resultar em infecções cutâneas. No dia a dia, diversos objetos ficam em contato com a nossa pele, além da poluição atmosférica. Esses fatores e outros diversos favorecem a contaminação. O trabalho apresentado tem o intuito de ilustrar como objetos simples de nossa rotina, que ficam em contato direto com a nossa pele podem conter diversos tipos de bactérias. Na etapa inicial o instrumento em uso foi um óculos, um auxiliar que já faz parte da rotina de muitas pessoas, além do óculos foi utilizado um swab para a coleta e uma placa de petri com o ágar de caldo BHI (Brain Heart Infusion Broth). Após a coleta, a placa de petri foi armazenada dentro de uma estufa microbiológica por 7 dias para fornecer um ambiente ideal para o desenvolvimento das bactérias (37º C). Na segunda etapa, no processo final do experimento, já havia ocorrido o crescimento das colônias bacterianas. Nessa metodologia foi utilizado uma lâmina de vidro, a alça de inoculação de 10 µl para a coleta da água destilada e da amostra bacteriana e o bico de Bunsen para secar a lâmina contendo a água e a amostra, dessa forma foi finalizado a primeira parte, estando pronto o esfregaço. A segunda parte foi a coloração de Gram, onde utilizamos os reagentes cristal de violeta, lugol e fucsina junto com a água destilada e o álcool-cetona. Sobre o esfregaço foi adicionado o cristal de violeta, sendo retirado com água destilada, o lugol foi o segundo reagente a cobrir a pequena porção de bactéria na lâmina, sendo removido também com a água, desta vez o álcool-cetona foi utilizado, e por fim o último reagente utilizado foi a fucsina, sendo removida com a água. Com a lâmina pronta para uso, foi usado a objetiva 100x, possibilitando a visualização de diversos cocos gram positivos e gram negativos, as bactérias arredondadas se encontravam em grupos irregulares, sendo possível a identificação de sugestivos estafilococos. Concluindo, na pequena porção removida do objeto em análise (o óculos) foi possível verificar a presença de inúmeras bactérias, que estão presentes em um grande coadjuvante da vida humana. Pessoas imunodeficientes predispõem a desenvolver infecções incomuns de forma recorrente, sendo assim, para esse grupo de pessoas (mais de 160 mil no Brasil), as doenças bacterianas podem se tornar mais constantes. Em pessoas sem a deficiência imune, o estafilococos faz parte da superfície da pele sem causar patogenicidade, em contrapartida, nos imunodeprimidos pode originar uma piodermite ou até mesmo pneumonia. Com o tratamento adequado é possível ter um estilo de vida normal, os tratamentos podem incluir antibióticos, fármacos antivirais, vacinas e transplante de células-tronco.

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Publicado

2021-12-02