As demandas de saúde mental na pandemia por Covid-19

breves considerações

Autores

  • Amanda Simundi PIEDADE Centro Universitário Cesuca
  • Bibianna Ramos DUTRA Centro Universitário Cesuca
  • Jennifer VIEIRA Centro Universitário Cesuca
  • Larissa Cardoso MACHADO Centro Universitário Cesuca
  • Maria Eduarda PRESSI Centro Universitário Cesuca
  • Rafaela VALCARENGHI Centro Universitário Cesuca
  • Loiva dos Santos LEITE Centro Universitário Cesuca

Resumo

O presente artigo trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa, realizado no percurso do Estágio de Psicologia Comunitária, em uma comunidade da cidade de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, pelas alunas que desenvolvem suas atividades em uma Estratégia de Saúde da Família (ESF) e no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS). Objetiva-se apresentar as demandas de atendimento em saúde mental, acolhidas pelas estagiárias, no contexto da pandemia por Covid-19, no período de março a agosto de 2021. Foram 55 pessoas atendidas, entre adolescentes e adultos, mulheres majoritariamente, sendo 47 na ESF e oito no CRAS. Como resultados constatou-se que a procura se deu por sintomas relacionados a ansiedade, depressão e luto, prioritariamente, ocasionados pelos impactos da pandemia. As medidas de restrição de circulação e de contato social, bem como de isolamento e as perdas no âmbito afetivo e familiar foram os motivadores de sofrimento psíquico, conforme relatos expressos pelas pessoas atendidas na Psicologia. A partir desse cenário, buscou-se refletir acerca do contexto e das limitações impostas ao trabalho da Psicologia Comunitária, visto que os atendimentos eram basicamente individuais. Desse modo, as estratégias priorizaram as pessoas e suas demandas, respeitando as características e a cultura da comunidade local, resgatando processos de autonomia e protagonismo na condução da resolução das suas necessidades. Lançou-se mão do acolhimento, da escuta e da clínica ampliada, valorizando a singularidade de cada caso, o vínculo, a resolutividade e a responsabilização, acolhendo de forma empática as pessoas que chegavam nos serviços de saúde e assistência, neste período delicado. Por fim, com a chegada da vacina espera-se que o cenário amenize, reduzindo o número de pessoas infectadas e de mortes. Ainda, que as atividades da vida cotidiana possam ser retomadas e que as medidas de restrição e distanciamento sejam reduzidas, suscitando alívio e esperança.

Downloads

Publicado

2021-12-03