Práticas alimentares parentais e sua relação com o estado nutricional de pacientes pediátricos hospitalizados

Autores

  • Vitória Mello da SILVA Centro Universitário Cesuca
  • Jéssica B. MINHO Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
  • Danielly S. PEREIRA Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
  • Gabriela D. LUZ Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
  • Angélica P. B. S. DUTRA Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
  • Luciane M. ETCHART Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
  • Emilly S. MORAES Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
  • Roberta Dalle MOLLE Centro Universitário Cesuca

Resumo

As práticas alimentares parentais parecem estar associadas com o estado nutricional de crianças não hospitalizadas. O envolvimento dessas crianças no preparo dos alimentos, assim como um ambiente domiciliar saudável, reduz o risco nutricional. O objetivo deste estudo foi descrever as práticas alimentares parentais em uma amostra de pacientes pediátricos hospitalizados e associá-las ao estado nutricional, além de explorar possíveis relações com variáveis sociodemográficas e peso ao nascer. Trata-se de um estudo transversal aninhado a uma coorte prospectiva, em andamento, conduzido em um hospital pediátrico de referência em Porto Alegre, RS. Foram aferidos os dados de peso e estatura e aplicado o questionário Comprehensive Feeding Practices Questionnaire (CFPQ), sobre as práticas alimentares parentais, em até 48h da internação hospitalar. Até o momento, foram incluídas 28 crianças, 60,7% do sexo masculino, com idade média igual a 7,55 anos (+ 1,48). Em relação a etnia, 80% dos participantes se autodeclararam brancos e a renda mensal mais prevalente (40%) ficou entre 2 e 4 salários-mínimos. Os resultados mostraram que os pacientes classificados com magreza, pelo IMC por idade, apresentaram maior escore no domínio “pressão” quando comparados àqueles classificados com excesso de peso. Também, o domínio “pressão” esteve relacionado negativamente com a idade e o peso ao nascer, portanto quanto menor a idade e menor o peso ao nascer maior o escore de pressão para comer. Este estudo foi o primeiro a apresentar dados sobre as práticas alimentares parentais em uma amostra de pacientes pediátricos hospitalizados. Destaca-se que o domínio com mais achados foi o de “pressão para comer” e que essa prática pode impactar negativamente no consumo alimentar. Os achados ressaltam a importância de compreender as relações das práticas alimentares parentais com o estado nutricional, pois essas podem estar entre os fatores que impactam negativamente no estado nutricional de pacientes pediátricos hospitalizados. 

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Publicado

2021-12-03