Ação das ondas curtas pulsada na dor aguda induzida pelo hipotermia

uma revisão bibliográfica

Autores

  • Paula Caetano dos SANTOS Centro Universitário Cesuca
  • Maribel Schmitt FONTOURA Centro Universitário Cesuca

Resumo

Ondas curtas corresponde a um tipo de terapia eletromagnética capaz de alcançar camadas mais profundas da pele. Atua na proliferação de fibroblastos, colágeno e condrócitos resultando em analgesia, diminuição de inflamações, edema e vasodilatação. Caracteriza-se por um método não-invasivo e benéfico com as aplicações corretas, podendo ser utilizado de forma pulsada ou modo continuo. Existem muitas controvérsias da eficácia desta terapia no alívio de dor, com isso o objetivo deste trabalho é avaliar a ação do Ondas curtas utilizado na forma pulsada em pacientes com dor induzida pela hipotermia, ou seja, aplicação de frio até atingir o desconforto da dor. Para este estudo, participaram 24 alunos voluntários, idades entre 18 e 25 anos, de ambos os sexos, sem conhecimento dos recursos eletrofototerapêuticos e que não possuíam transtornos na sensibilidade superficial e profunda. Os alunos participaram em tempos distintos e foram divididos em dois grupos, o grupo intervenção (GI) e o grupo placebo (GP). Este experimento contou com seis ciclos sendo dois de pré intervenção, dois de intervenção e dois de pós intervenção. No protocolo de cada ciclo os indivíduos seguraram uma garrafa PET com água morna por 5 minutos e após era substituída por uma garrafa PET com água congelada até relatarem dor, era então medida a latência do limiar da dor e após 10 segundos responderam a escala EVA para avaliar a intensidade de desconforto, e depois de um período de descanso repetiram este mesmo ciclo. Ao iniciar a fase de intervenção com ondas curtas, foram acoplados os eletrodos nos dois grupos com área de 150m2 cada, nos alunos do GI foi utilizada uma frequência pulsada de 100Hz e intensidade do campo elétrico de 25V/m enquanto nos alunos do GP, o aparelho permaneceu ligado porém sem emissão (apenas nesta fase que o ondas curtas foi utilizado). Analisando o GI, onde tiveram a aplicação de ondas curtas, apresentaram um aumento significativo na latência de dor nas fases de intervenção e pós intervenção. O GP apresentou aumento significativo na latência apenas na fase de pós intervenção. Já a intensidade da dor avaliada pela escala EVA, não apresentou diferenças relevantes em nenhum dos grupos. Com isto, conclui-se que a terapia de ondas curtas não apresentou resultados significativos na diminuição da dor porém demostrou ser eficaz ao aumentar o limiar de latência da dor. 

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Publicado

2021-12-03