O isolamento social e uma de suas consequências

o aumento da violência doméstica durante a pandemia de Covid-19

Autores

  • Jenifer Cristina da Silveira NUNES Centro Universitário Cesuca
  • Maria Eduarda da SILVA Centro Universitário Cesuca
  • Mônica Eva de Fraga CAMARGO Centro Universitário Cesuca
  • Cristiane Feldmann DUTRA Centro Universitário Cesuca

Resumo

Esta pesquisa está em andamento. O Objetivo é contextualizar e demonstrar o aumento da violência doméstica na pandemia de COVID-19.O conceito de acordo com o art. 5º da Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. A metodologia é dedutiva, qualitativa e revisão bibliográfica. O procedimento metodológico será através de livros, leis e materiais disponíveis na internet. Quem nunca ouviu o ditado popular “em briga de marido e mulher não se mete a colher”? Isso é coisa do passado, a violência doméstica e familiar é a principal causa de feminicídio no Brasil e no mundo e qualquer pessoa pode denunciar através da Central de Atendimento à Mulher, no Ligue 180 disponibilizado pelo governo federal brasileiro, a identidade do denunciante é preservada. A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006) define cinco formas de violência doméstica e familiar. Sendo elas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Mas qual a causa do aumento da violência doméstica e familiar durante o isolamento provocado pela pandemia de COVID-19? Desde o início da pandemia provocada pelo novo corona vírus, mulheres passaram a ficar em tempo integral em suas residências, aumentando o convívio com seus agressores. Nos primeiros quatro meses de 2020, houve um crescimento médio de 14,1% no número de denúncias feitas ao Ligue 180 em relação ao mesmo período do ano de 2019. Realizamos revisão bibliográfica através do procedimento metodológico utilizando como fonte livros, artigos e a legislação vigente. Verificamos através de dados que a proximidade e o convívio obrigatório entre os familiares e casais durante o isolamento social provocado pela pandemia de COVID-19 gerou aumento da violência doméstica contra mulheres. Além disso, a impossibilidade de sair de sua residência para os afazeres do dia-a-dia, como frequentar o seu ambiente de trabalho, ou até mesmo o convívio com seus familiares e amigos, também aumentou a manipulação psicológica e as formas de violência, tanto física, quanto psicológica, moral ou sexual. Há, ainda, muito receio e desinformação quanto ao procedimento apropriado para este tipo de crime. Por isso, se você presenciar ou tomar conhecimento de que há alguma mulher próxima a você sofrendo violência doméstica ou familiar não hesite: denuncie! Além do número de telefone 180, é possível realizar denúncias de violência contra a mulher pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil e na página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), responsável pelo serviço. No site está disponível o atendimento por chat e com acessibilidade para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).O que nos impressiona é este machismo estrutural,  que é cultural e inerente a diversos aspectos de uma sociedade, tendo sido normalizado por muitas décadas. Entretanto os movimentos sociais e feministas deram lugar de fala àquelas que, por si só, estavam em papel de desigualdade e inferioridade. Por isso o acesso à informação e entendimento aos movimentos sociais devem ser pauta para os debates como forma de dinamizar e difundir os conceitos arcaicos e ultrapassados de uma sociedade machista. Devemos conversar, levar a informação correta, falar sobre, debater sobre os variados temas e, principalmente, promover o diálogo respeitoso e compreender que é necessário oportunizar a voz daqueles que são oprimidos pelos abusos, sobretudo as diversas formas de violência. 

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Publicado

2021-12-03