Perfil epidemiológico gestacional de mulheres residentes em Cachoeirinha (RS) e os impactos da pandemia de Covid-19 na saúde materno-infantil

Autores

  • Caroline Reis da SILVA Centro Universitário Cesuca
  • Vinícius Oliveira LORD Centro Universitário Cesuca
  • Douglas Pereira ELIZANDRO Centro Universitário Cesuca
  • Daisy Cristina da Silva dos SANTOS Centro Universitário Cesuca
  • Thayne Woycinck KOWALSKI Centro Universitário Cesuca

Resumo

Os impactos da pandemia de COVID-19 deverão ser visualizados ainda por um longo tempo nos indicadores epidemiológicos de saúde, inclusive nas avaliações de saúde materno-infantil. Gestações inteiras ocorreram dentro do cenário da pandemia, tendo sido registradas no Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC). Portanto, o objetivo deste trabalho foi traçar o perfil epidemiológico da gestante residente no município de Cachoeirinha (RS), a partir das estatísticas vitais disponíveis no SINASC, para ela e seu neonato, avaliando o período de 2010 a 2019; em sequência, foi comparado com o perfil epidemiológico materno-infantil, após o início da pandemia de COVID-19 no município, em março de 2020. Os dados epidemiológicos e socioeconômicos dessas gestantes foram obtidos a partir do sistema SINASC, através das Tabulações de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cachoeirinha (RS). Também foram resgatados os dados disponíveis no domínio público do DATASUS (sistema TabNet). Análises estatísticas descritivas foram aplicadas a todos os dados, quantitativos ou qualitativos, sendo conduzidas no software SPSS v.20. Após a avaliação dos dados foi constatado que, a partir da pandemia de COVID-19, a idade das gestantes aumentou e o número de consultas pré-natal ficou dentro do esperado. Porém, mesmo antes da pandemia, uma redução da média do APGAR de primeiro e quinto minuto tem reduzido, tanto para os filhos de mães residentes em Cachoeirinha que nasceram em outras cidades, quanto para os recém-nascidos do Hospital Padre Jeremias, da cidade de Cachoeirinha. Não foi possível estimar, a partir desses dados, o número de gestantes infectadas pelo SARS-CoV-2. Também não foram evidenciados aumentos nas taxas de partos prematuros durante o ano de 2020. O contínuo acesso ao pré-natal, mesmo durante a pandemia, foi um aspecto positivo constatado nesse estudo. Porém, analisar a estrutura da Atenção Básica e a cobertura do pré-natal é necessária para que se saiba as causas que levam à queda da média do APGAR no Município, e assim encontrar formas de melhorar a qualidade do pré-natal e, consequentemente os desfechos das gestações. 

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Publicado

2021-12-03