Doença de Alzheimer

revisão da literatura acerca de tratamentos farmacológicos sintomáticos e específicos

Autores

  • Jéssica Moreira de MENEZES Centro Universitário Cesuca
  • Thayne Woycinck KOWALSKI Centro Universitário Cesuca

Resumo

De acordo com a literatura, a Doença de Alzheimer é uma deterioração neurodegenerativa que ocorre de maneira progressiva, a qual é mais comum e recorrente em idosos, porém também pode acometer pacientes precocemente aos 40 anos de idade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Doença de Alzheimer é a causa de demência mais comum, estimando-se cerca de 35 milhões de pessoas acometidas no mundo. O tratamento farmacológico dessa doença tem o objetivo de estabilizar a deterioração cognitiva e comportamental causadas por ela, mas acabam produzindo um pequeno efeito adverso. Portanto, o objetivo deste trabalho é apresentar os fármacos utilizados no tratamento da doença de Alzheimer, a partir de revisão da literatura. Foi realizada uma revisão bibliográfica de artigos publicados entre os anos de 2005 a 2020 localizados na plataforma Google Acadêmico e Scielo. Conforme os autores dos artigos revisados, o tratamento farmacológico da Doença de Alzheimer se baseia na tentativa de minimizar os sintomas e retardar o avanço da patologia. Com isso, os inibidores da acetilcolinesterase são os principais fármacos utilizados na Doença de Alzheimer leve a moderada, na busca de aumentar a disponibilidade sináptica da acetilcolina, importante para a regulação da memória, sono e aprendizagem, assim inibindo as principais enzimas que a degradam. A Tacrina foi o primeiro fármaco utilizado para o tratamento, mas por causar hepatoxicidade e vários outros efeitos adversos, portanto foi substituído por outros medicamentos. Já a Rivastigmina é um dos mais utilizados para o tratamento do Alzheimer, pois ele inibe tanto a enzima acetilcolinesterase quanto a butirilcolinesterase o que o torna mais eficaz em relação a disponibilidade do neurotransmissor acetilcolina; ela possui meia vida plasmática em torno de 1 hora, porém inibe a enzima de 10 a 12 horas. Recentemente a Rivastigmina ganhou uma formulação transdérmica com liberação lenta. Por isso, é administrada uma vez ao dia e é metabolizada pela acetilcolinesterase e excretada pelos rins. A Donepezila também inibe a ação da acetilcolinesterase; ela é metabolizada por enzimas hepáticas por isso sua taxa metabólica pode ser aumentada por fármacos que elevam essas enzimas como a Carbamazepina e seus efeitos adversos mais comuns são náusea, vomito e câimbras musculares. A Galantamina também inibe a ação da acetilcolinesterase. Além disso, é agonista dos receptores nicotínicos que são responsáveis por liberar neurotransmissores importantes para a memória. Ela possui meia vida plasmática de sete horas e seus efeitos adversos mais comuns são náusea, cefaleia, tontura e diarreia. Ademais, deve ser utilizada com cuidado em pacientes com problemas cardíacos, com histórico de úlcera péptica, doenças respiratórias e convulsão. A realização desta revisão ampliou os conhecimentos sobre os fármacos que são utilizados para tratar e retardar os sintomas da Doença de Alzheimer, assim como evidenciou a importância de investir em pesquisas que visem retardar ainda mais essa patologia. 

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Publicado

2021-12-02