Intolerância à lactose e imunidade baixa

uma revisão narrativa

Autores

  • Caroline Bastos OSÓRIO Centro Universitário Cesuca
  • Bruna AMORIN Centro Universitário Cesuca
  • Paulo Roberto RAMBO Centro Universitário Cesuca

Resumo

O assunto intolerância tem sido tratado com uma importância consideravelmente maior do que há alguns anos. No Brasil, 67% da população é intolerante à lactose. Pelo fato da intolerância à lactose se tratar de um tema muito presente na sociedade, este estudo teve como objetivo revisar na base de dados Scielo e Pubmed achados sobre o assunto a fim de compilar as descobertas nesta área. A intolerância à lactose é a incapacidade de digerir a lactose devido à ausência ou quantidade insuficiente da enzima digestiva lactase. Dentre os sintomas apresentados em indivíduos com intolerância estão: cólicas abdominais, distensão abdominal e diarreia. Segundo os dados da literatura, já existem exames que possibilitam a avaliação da capacidade de digestão da lactose e no mesmo exame é possível solicitar o número de glóbulos brancos no organismo do indivíduo, fato este que pode sugerir uma relação entre os dois achados. Um exemplo de exame de grande importância neste tipo de estudo é o teste de glicose plasmática, o qual avalia o resultado da glicemia após uma hora da ingestão de 50mg de lactose. Se não houver aumento, significa que a lactose não foi hidrolisada e nem absorvida, ou seja, o indivíduo é intolerante. O corpo humano é dotado de sistemas que ajudam a manter seres vivos, e dentre eles está o sistema imunológico, responsável pela proteção do organismo contra as doenças. Este sistema conta com o auxílio dos glóbulos brancos, os quais são células de defesa que combatem os agentes causadores de doenças e, ainda, produzem anticorpos contra elas. No entanto, quando o organismo apresenta imunidade baixa, as células de defesa diminuem e não conseguem deter os organismos, fazendo com que algumas doenças se manifestem. Muitas doenças podem ser confundidas com a intolerância à lactose, como a alergia a proteína do leite de vaca e doenças inflamatórias intestinais. O diagnóstico de alergia à proteína do leite e da intolerância à lactose deve ser feito com cautela, uma vez que o tratamento se baseia na exclusão do leite, que é uma importante fonte de nutrientes. Segundo achados da literatura, os distúrbios relacionados à imunidade são umas das principais causas de mortalidade no mundo. Atualmente existem estudos baseados na utilização de colostro bovino como forma de terapia alternativa e tratamento de doenças em pacientes recém nascidos e adultos. O colostro bovino possui fatores de imunidade, crescimento e antimicrobianos que possibilitam que o tecido do trato digestivo cresça e aumente a maturação e a função imune do mesmo. Existem componentes muito importantes presentes no colostro, como por exemplo a lactoferrina e as imunoglobulinas. Sua importância é justificada pela capacidade de criar uma imunidade natural em indivíduos recém nascidos. Estudos comprovam que as proteínas presentes no colostro e a intolerância à lactose são relativamente menores quando relacionadas com o leite. Ainda estão sendo realizados testes e exames para evidenciar ainda mais a relevância do uso do colostro bovino em tratamentos alternativos e terapêuticas futuras em humanos. 

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Publicado

2021-12-02