Papel do fisioterapeuta no atendimento hospitalar Covid-19

Autores

  • Aline Muniz RIBEIRO Centro Universitário Cesuca
  • Jeronimo Costa BRANCO Centro Universitário Cesuca

Resumo

A maior crise mundial dos últimos tempos foi responsável não só por milhões de casos e mortes como também pelo colapso no sistema de saúde e na economia do país. A síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2) tornou-se a principal causa de mortalidade global por doenças infecciosas do mundo. A covid -19 assim como outras doenças cardiopulmonares, deixam sequelas, como a perda de massa muscular, falta de ar, tosse, fadiga, podem incluir também dispneia, dor torácica, dor de cabeça, dificuldades neurocognitivas e tromboembolismo, entre outros diversos sintomas. Assim, foram conduzidas buscas por artigos nas bases de dados Science Direct, PubMed e Google Acadêmico, para analisar a atuação do Fisioterapeuta no ambiente Hospitalar. O Fisioterapeuta teve neste momento um papel importantíssimo na luta diária da reabilitação destes pacientes, atuamos diretamente na linha de frente no combate à doença. Com o objetivo de melhorar os níveis de oxigenação, aprendemos a utilizar com frequência a posição prona, não apenas nos pacientes em ventilação mecânica invasiva, mas também naqueles em respiração espontânea ou em ventilação não invasiva, e mesmo nos pacientes mais difíceis ou com os índices de massa corpórea mais elevados. A fisioterapia cardiopulmonar, melhora a expansão pulmonar a oxigenação periférica, diminui a sarcopenia e assim promove a reabilitação, o trabalho do fisioterapeuta no Centro de Terapia Intensivo (CTI) não se resume somente aos cuidados respiratórios é preciso tratar a fraqueza muscular adquirida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), condição que está associada a piores desfechos e que pode levar à falência respiratória e ao desenvolvimento de síndrome do desconforto respiratório aguda (SDRA). Dessa forma, com início precoce do atendimento fisioterapêutico os pacientes podem se beneficiar de mobilização, alongamentos passivos e posicionamentos funcionais para manutenção da integridade muscular e articular, favorecendo um melhor retorno de funcionalidades. Por se tratar de uma doença nova temos inúmeras lacunas para serem estudadas e solucionadas, por isso compreender a doença e focar em estudos e pesquisas será crucial para entendermos a doença e sabermos como combatê-la. A reabilitação precoce pode evitar ou minimizar os déficits, fazendo com que o indivíduo receba alta em plena condição física ou com uma demanda menor por acompanhamento fisioterapêutico pós-alta hospitalar. 

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Publicado

2021-12-03