Captação de doadores de sangue

um ato importante

Autores

  • Maria Clara de Freitas PINHO Centro Universitário Cesuca
  • Cleber Boufleur ROSA Centro Universitário Cesuca
  • Bruna AMORIN Centro Universitário Cesuca

Resumo

O sangue e seu componentes são insubstituíveis e apresentam um valor inestimável. Embora o sangue seja essencialmente utilizado para o tratamento de inúmeras desordens, como: anemias, hemorragias, plaquetopenias, neutropenias e deficiência de fatores de coagulação, ele não pode ser fabricado. Sua obtenção depende da doação altruísta dos indivíduos. Existem três tipos de doadores: voluntários, de reposição e os remunerados, porém no Brasil, o terceiro é ilegal, já o primeiro e o segundo somado não conseguem suprir a demanda. No Brasil, em 2016, foram realizadas 3.796.776 coletas de sangue. De acordo com dados do Ministério da Saúde, esses números correspondem a 1,9% da população. Apesar de condizente com as taxas de doação estipuladas pela OMS, de ao menos 1% da população, os estoques de sangue ainda não são suficientes. O ideal seria que a realidade se comparasse com a de países desenvolvidos, como a Nova Zelândia onde a porcentagem de doação é de 4%. Diante deste contexto, a captação e fidelização de doadores se torna um ponto importante e, para isso, é necessário que se entenda as motivações que levam as pessoas a se voluntariarem ou não, bem como estratégias para incentivar a doação. Com este intuito, realizou-se uma pesquisa de artigos disponibilizados na base de dados do Google Acadêmico sobre estratégias de captação de doadores de sangue. Quanto aos fatores que dificultam o processo de doação, os estudos revisados relatam o medo, a falta de tempo e o difícil acesso aos locais de doação, sendo o medo o mais influente, principalmente na primeira doação. Já os fatores que motivam a doação, tem-se a disseminação de informações, responsabilidade social, altruísmo e, um dos mais influentes - um grupo de referência, como um familiar, que conte suas experiências e estimule novos doadores. Utilizando o conhecimento sobre esses motivos, criam-se estratégias para a captação e fidelização de doadores, entre elas o acolhimento, a qual é uma forma importante de fidelização que compreende desde o fácil acesso ao local, disponibilidade de horários, bom atendimento, informações claras sobre o processo, coletadores preparados para fidelizarem. Uma forma de captação de novos doadores é a realização de campanhas, porém essas são feitas em situações mais específicas, como em captações emergenciais, pois apresentam resultados rápidos, porém não duradouros. Porém, as estratégias tidas como mais eficientes na literatura são as educativas, pois essas ocasionam efeitos de curto, médio e longo prazo, pois trabalham com a mudança de pensamento, sensibilização e conscientização, principalmente os mais jovens, por meio da desmistificação de ideias errôneas que causam medo da doação, socialização de informações sobre os benefícios e a necessidade de voluntários, bem como sobre o funcionamento dos processos da doação por meio de visitas a hemocentros que trazem aproximação de potenciais doadores com o ambiente, palestras e atividades lúdicas. Para escolher as estratégias que podem ser mais efetivas, é necessário conhecer o contexto e a população a ser captada adequando a melhor possibilidade para se obter sucesso na doação.

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Publicado

2021-12-02