Suporte básico de vida

capacitação à população leiga

Autores

  • Priscilla Delmanto LAMBERTY Centro Universitário Cesuca
  • Lucia Fabiane da Silva LUZ Centro Universitário Cesuca

Resumo

Introdução: A Parada Cardiorrespiratória (PCR) designa-se pela interrupção repentina e inesperada da atividade mecânica cardíaca, pulmonar e cerebral, que unidas levam a ausência de batimentos cardíacos e respiração regular. Sendo uma das emergências que ameaçam a vida, a PCR exige a realização imediata de manobras de Reanimação cardiopulmonar (RCP) de forma correta e adequada para prevenir sequelas e salvar vidas. Segundo a American Heart Association (AHA) a chance de sobrevida da vitima cai 10% a cada minuto sem socorro, mas a intervenção precoce pode dobrar e até mesmo triplicar a chance de sobrevida da vítima se realizada com qualidade. É visto que a maioria dos casos ocorrem em ambiente extra hospitalar, sendo a maior parcela das ocorrências na própria residência do indivíduo. A falta de instrução para o atendimento prévio em situações de emergência gera uma demora no acionamento de um serviço de emergência, agravando o quadro e podendo levar a óbito. Objetivo: Identificado na literatura científica os registros sobre a população leiga na identificação de uma Parada Cardiorrespiratória e seu conhecimento nas manobras de Ressuscitação Cardiopulmonar. Método: Trata-se de um estudo quantitativo realizado a partir da leitura e análise de dez artigos científicos no período de 2009 a 2020 na base de dados Scielo e Google acadêmico,  usando as seguintes Palavras-chave: Parada Cardiorrespiratória; Ressuscitação Cardiopulmonar; Suporte Básico de Vida; Leigos. Resultados: Foi verificado através das pesquisas realizadas que a população leiga tem dificuldade em identificar os sinais de uma parada cardiorrespiratória e receio de agir nessas situações de maneira errônea, sendo assim acabam havendo como única conduta o acionamento do serviço móvel de urgência. Conclusões: A população leiga deve saber identificar uma PCR e de forma rápida e eficaz solicitar ajuda, iniciando as manobras de RCP enquanto aguarda a equipe de SBV.  É necessário o treinamento da população para realização deste primeiro atendimento a vítima incluindo o uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA). O conhecimento das técnicas de liberação e desobstrução de vias aéreas, frequência das compressões torácicas, profundidade das compressões e uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA) devem fazer parte da rotina de treinamentos a comunidade leiga. O esclarecimento e a capacitação da população, pode ser formado através dos acadêmicos de enfermagem, enfermeiros, médicos ou socorristas, que possam transmitir as informações para a população de forma clara permitindo assim um atendimento precoce e adequado diante à constatação da PCR. Os profissionais especializados e/ou acadêmicos da área da saúde devem estar atentos na busca de aperfeiçoamento profissional. A conscientização a população deve ser estimulada através de formações e treinamentos constantes de reciclagem abertas à comunidade em geral e de forma gratuita. 

Downloads

Publicado

2021-12-03