Conhecimento da equipe e acadêmicos de enfermagem sobre os cuidados na evidência de uma parada cardiorrespiratória

Autores

  • Gabriela Michels dos SANTOS Centro Universitário Cesuca
  • Lucia Fabiane da Silva LUZ Centro Universitário Cesuca

Resumo

A parada cardiorrespiratória (PCR) é constatada como uma emergência, que consiste na ausência de pulso na artéria carótida, apneia e pela falta de responsividade. Estima-se que acomete em média 20 milhões de pessoas no Brasil anualmente e não identificada imediatamente, pode levar a vítima a óbito em menos de trinta minutos. Com o intuito de padronizar o atendimento a vítima em PCR, foi elaborado pela American Heart Association (AHA) seis elos de sobrevivência. São eles: 1) solicitar o suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), 2) iniciar as compressões torácicas, 3) utilizar o Desfibrilador Externo Automático (DEA) caso indicado, 4) auxiliar o serviço de resgate, 5) deslocar o paciente para o ambiente hospitalar e 6) iniciar o trabalho multiprofissional para o cuidado pós PCR. Objetivo: a finalidade deste trabalho foi identificar o conhecimento da equipe da saúde e acadêmicos sobre os cuidados na evidência de uma Parada Cardiorrespiratória. Metodologia: foram realizadas pesquisas em artigos científicos dos últimos 5 anos, no período de 10 à 20 de setembro de 2021, usando as bases de dados Scielo, Google Scholar e Bdenf. Foram utilizadas as palavras chaves: Parada Cardiorrespiratória; Suporte Básico de Vida; Enfermagem; Elos de Sobrevivência. Os critérios de inclusão foram artigos de Enfermagem relacionados a Parada Cardiorrespiratória e Suporte Básico de Vida no período de 2016 a 2021, artigos na íntegra e gratuitos no idioma português. Os critérios de exclusão foram trabalhos de conclusão de curso, manuais e livros. Resultados: A fim de evitar a mortalidade e sequelas adicionais realiza-se a manobra de reanimação cardiopulmonar (RCP), que aumenta a taxa de sobrevida sendo realizada corretamente. No atendimento em uma vítima de PCR, é fundamental o conhecimento dos seis elos de sobrevivência, porém, pesquisas revelam que o tema é pouco explorado por profissionais da saúde e acadêmicos da área. A carência evidenciada pode gerar um dano irreversível ao paciente. Em vista disso, é recomendado para profissionais da saúde a realização de capacitações periódicas e, na graduação, a inclusão da disciplina de Suporte Básico de Vida (SBV) na grade curricular dos cursos superiores, além de treinamentos frequentes de maneira multidisciplinar para o aprimoramento em relação ao tema. Considerações finais: Diante disso, o acadêmico deve estar em constante atualização conforme protocolos. O enfermeiro deve identificar, avaliar e estabilizar um paciente em PCR, iniciar as manobras de RCP e conduzir a equipe de maneira síncrona. Ambos devem contribuir para um atendimento ágil, seguro e eficaz.

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Publicado

2021-12-03