Arquitetura da cura

hospitais humanizados

Autores

  • Thainá Alves MOSQUERA Centro Universitário Cesuca
  • Suzana Fetter FAGUNDES Centro Universitário Cesuca

Resumo

Desde a idade média, os hospitais não eram lugares voltados para a cura de pessoas doentes, eles tinham a finalidade de manter confinados os enfermos, para que suas doenças não fossem espalhadas pelas cidades. Depois de décadas de estudos notou se que o tipo de arquitetura utilizada nesses locais tem impacto na proliferação de doenças e mortes entre os pacientes. Foi somente no século XIX que os hospitais passaram a ser locais de tratamento e cura das pessoas enfermas. No Brasil temos um ótimo exemplo de como todos os hospitais poderiam ser, a Rede Sarah Kubitschek de Hospitais que foi projetada por João Filgueiras Lima (Lelé) arquiteto que ficou mundialmente conhecido por trazer humanização para esses espaços. Utilizando quatro elementos principais nesses projetos tronam os ambientes propícios para a cura física e também psicológica de seus usuários, entre os elementos estão: Iluminação e ventilação natural através de aberturas zenitais do tipo sheds, utilização de vegetações formando grandes jardins internos integrando à arquitetura que, além de melhorarem a sensação térmica e o microclima no interior dos edifícios, ainda proporcionam maior vivacidade ao ambiente, e por fim com ajuda de Athos Bulcão escultor e artista brasileiro, trouxe a arte para os ambientes, que através de suas cores produzem sensações psicológicas e ajudam no humor e na percepção de tempo dos pacientes, esses exemplos são utilizados nas filiais Lago Norte em Brasília e Rio de Janeiro. A humanização da arquitetura é importante em todas as construções, mas em um projeto arquitetônico na área da saúde torna-se imprescindível. No Brasil, esse conceito de ambiente humanizado ainda se encontra em fase inicial, visto que os hospitais, por serem grandes construções com várias especificidades técnicas e fluxos diferenciados, necessitam de uma base teórica / técnica consistente para projetá-los, a qual precisa reavaliar a verdadeira função do edifício hospitalar, criando ambientes que contribuam efetivamente para a recuperação do paciente. 

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Publicado

2021-12-02

Edição

Seção

RESUMO ARQUITETURA E URBANISMO/DESIGN DE INTERIORES