Mapeamento das anomalias congênitas e avaliação dos recursos de acessibilidade no município de Cachoeirinha

  • Caroline Reis da SILVA Centro Universitário Cesuca
  • Júlia Nascimento da SILVA Centro Universitário Cesuca
  • Fernanda da Costa SOUZA Centro Universitário Cesuca
  • Douglas Pereira ELIZANDRO Centro Universitário Cesuca
  • Luciane Carvalho GADENZ Centro Universitário Cesuca
  • Gisele Cristina TERTULIANO Centro Universitário Cesuca
  • Thayne Woycinck KOWALSKI Centro Universitário Cesuca

Resumo

A prevalência de anomalias congênitas no município de Cachoeirinha, no período de 2007 a 2017 foi de 1,26% nos nascidos vivos, de acordo com os registros do Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC). Apesar dessas estimativas, vale ressaltar que a prevalência das anomalias congênitas é heterogênea e bastante influenciada por fatores geográficos, sociais e culturais. Estudos associando vigilância epidemiológica e georreferenciamento possibilitam a avaliação de possíveis fatores de risco, incluindo fatores socioeconômicos, exposição a teratógenos ou fatores genéticos. O objetivo desse estudo foi mapear os casos de anomalias congênitas do município de Cachoeirinha, RS, durante os anos de 2007-2017, comparando com potenciais fatores de riscos, a fim de identificar potenciais aglomerados geográficos. Para essa análise, a prevalência foi calculada de acordo com as oito zonas do Orçamento Participativo, conforme disponível no site da Prefeitura Municipal de Cachoeirinha. O mapeamento das anomalias ocorreu com base nos dados individualizados do SINASC, conforme obtidos com autorização da Secretaria Municipal de Saúde de Cachoeirinha e aprovação anterior no Comitê de Ética em Pesquisa da CESUCA (CAAE 14684619.8.0000.5665). Dados socioeconômicos foram retirados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As análises foram realizadas em linguagem R (v.3.6.2). Também se avaliou os recursos de acessibilidade disponíveis para a população, com a ferramenta Street View (Google). Como resultados, as análises demonstram que a Zona 8 tem maior prevalência de anomalias congênitas (19,91/1000 nascidos vivos) e a Zona 4 o menor número de registros (7,43/1000 nascidos vivos). Quando avaliados os dados públicos do IBGE, foi identificado que zonas com menor acesso a rede de esgoto tinham maiores registros de anomalias congênitas. Acesso restrito a saneamento básico pode indicar maior risco de infecções, carência nutricional e maior vulnerabilidade da família e, consequentemente, da gestante. Na avaliação dos recursos de acessibilidade, foram encontradas falhas no calçamento, no asfalto e nas rampas de acessibilidade, inclusive em locais em que foi registrada uma maior prevalência de malformações nos membros inferiores, o que pode indicar maior dificuldade de locomoção por esses habitantes. Conclui-se que esses resultados são relevantes para a compreensão dos fatores de risco socioeconômicos associados às anomalias congênitas, bem como para ilustrar as dificuldades diárias encontradas por pessoas com deficiência residentes do município de Cachoeirinha. 

Publicado
2021-01-12
Como Citar
SILVA, Caroline Reis da et al. Mapeamento das anomalias congênitas e avaliação dos recursos de acessibilidade no município de Cachoeirinha. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 14, p. 13-14, jan. 2021. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1894>. Acesso em: 24 sep. 2021.