Disfunções temporomandibulares

a atuação do fisioterapeuta na patologia

  • Luciane Soares CZUCK Centro Universitário Cesuca
  • Maria Luiza da Costa SILVA Centro Universitário Cesuca
  • Micheli Valim RODRIGUES Centro Universitário Cesuca
  • Emanuelle Francine Detogni SCHMIT Centro Universitário Cesuca

Resumo

A disfunção temporomandibular (DTM) é uma doença de origem etiológica multifatorial podendo estar associada a traumas fatores psicológicos e patologias articulares, a disfunção causa alterações muscoloesqueléticas e neuromusculares que envolvem a articulação temporomandibular (ATM), músculos mastigatórios e demais tecidos associados. Os principais sintomas referidos pelos pacientes são dores associadas a cabeça, rosto e orelhas além da dificuldade de mastigação, bloqueio da articulação, diminuição da amplitude de movimento (ADM), zumbido no ouvido, vertigem e plenitude auricular. Para diagnosticar o problema pode ser feito exames de palpação, aonde irá se verificar alterações na anatomia da ATM, a amplitude de movimento da mandíbula e analisar a oclusão, deve-se analisar ambos os lados, em movimento, repouso, abertura e fechamento da boca, a partir do exame de avaliação da ATM podemos verificar se os movimentos mandibulares são simétricos e fazer a mensuração da boca com a fita métrica, paquímetro ou régua (mede-se da incisal dos dentes superiores até os inferiores). Juntamente com o dentista buco maxilo o fisioterapeuta pode auxiliar com o tratamento, sua atuação é de grande importância uma vez que o fisioterapeuta visa terapias não invasivas, melhorando a dor e processos inflamatórios, promove o relaxamento e reeducação postural, educando e orientando o paciente a respeito da natureza de seu problema e restabelecendo o funcionamento normal. De acordo com os resultados encontrados na literatura cientifica podemos observar que os resultados fisioterapêuticos empregados na DTM incluem laser terapia, estimulação elétrica transcutânea, terapia manual, acupuntura, ultrassom, liberação miofascial e exercícios terapêuticos, estes apresentam bons resultados na melhora da dor e ADM, mas ainda necessita de novos estudos com maior número de indivíduos e em longo prazo para resultados mais positivos. Porém quando não se obtêm resultados favoráveis ao tratamento conservador é indicado procedimento cirúrgico, porém estes têm grande complexidade devida à inervação local principalmente do nervo facial, a cirurgia pode incluir modalidades como artrocentese, artroscopia e arteriotomia.  

Publicado
2021-01-13
Como Citar
CZUCK, Luciane Soares et al. Disfunções temporomandibulares. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 14, p. 251-252, jan. 2021. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1888>. Acesso em: 24 sep. 2021.