Supervisão clínica na formação do terapeuta cognitivo-comportamental

relato de experiência

  • Virginia Moreira CAMACHO Centro Universitário Cesuca
  • Daiane Rocha de OLIVEIRA Centro Universitário Cesuca
  • Bruna Larissa SEIBEL Centro Universitário Cesuca

Resumo

Introdução: A supervisão clínica é uma pedra angular no treinamento dos psicoterapeutas (Alfonsoon, Lundgren & Andersson, 2020). É recomendada para os profissionais de saúde visando desenvolvimento profissional contínuo, buscando garantir a segurança e um bom atendimento aos pacientes (Milne, 2007). É um processo em que um psicoterapeuta instrui e fornece treinamentos em teorias, métodos e habilidades em psicoterapia para outros profissionais menos experientes (Milne, 2007; Kilminster, Cottrell, Grant & Jolly, 2007). Geralmente, o trabalho entre supervisores e supervisionandos pode ser realizado individualmente ou em grupo, presencial ou virtualmente, tendo foco em competências específicas ou em casos de pacientes (Bernard & Goodyear, 2014).
Objetivo: Relatar a experiência das supervisões clínicas de uma estudante de psicologia do nono semestre. Método: As supervisões clínicas foram realizadas entre os meses de janeiro a julho de 2020. Inicialmente, as supervisões eram feitas de maneira presencial e com duração de 2 horas semanais. A partir de março de 2020 e com a instauração da quarentena, devido à pandemia de COVID-19, as supervisões começaram a ser realizadas de forma virtual pelo aplicativo Skype. Entre os meses de março e junho de 2020, os atendimentos da estagiária foram suspensos, seguindo as orientações do Ministério da Saúde, Ministério da Educação e Instituição de Ensino. No total foram realizadas 28 supervisões clínicas e 56 sessões de terapia com 10 pacientes distintos.
Discussão: Nas supervisões clínicas, a estagiária ficava responsável por trazer as dúvidas obtidas durante os atendimentos, assim estabelecia-se metas e estratégias para solucioná-las. Uma das estratégias utilizadas com frequência era o role-play com o intuito de treinar as técnicas que poderiam ser utilizadas com o paciente na semana seguinte. A supervisão clínica voltou-se para a formação da estagiária como terapeuta cognitivo-comportamental, trabalhando as competências, habilidades e atitudes, que foram aprimoradas ao longo desse processo. Autores (Del Prette & Del Prette, 2003; Cruz & Schultz, 2009; Barletta, Fonseca & Delabrida, 2012; Wright, Brown, Thase, & Basco, 2019) afirmam que para a formação do terapeuta cognitivo-comportamental são necessários três elementos fundamentais: conhecimentos, habilidades e atitudes.
Considerações finais: Pôde-se perceber a importância de uma supervisão para desenvolver as competências necessárias para tornar-se um terapeuta com conhecimentos, habilidades e atitudes compatíveis com profissionais que trabalham sob a abordagem cognitivo-comportamental. Fora isso, a supervisão também desempenhou um papel significativo durante a quarentena, pois auxiliou a estagiária em suas autocríticas referente às crenças de desempenho.

Publicado
2021-01-12
Como Citar
CAMACHO, Virginia Moreira; OLIVEIRA, Daiane Rocha de; SEIBEL, Bruna Larissa. Supervisão clínica na formação do terapeuta cognitivo-comportamental. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 14, p. 610-611, jan. 2021. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1832>. Acesso em: 24 sep. 2021.