Endividamento dos estudantes universitários

falha da educação ou falta de planejamento?

  • Cristiano Jardim de BORBA Centro Universitário Cesuca
  • Luiz Fernando KOCK Centro Universitário Cesuca
  • Juliana SABOIA Centro Universitário Cesuca

Resumo

A falta de administração das finanças é uma das principais causas do endividamento, não controlar o quanto se gasta é o passo inicial para um descontrole financeiro. As dívidas geralmente são frutos de ações impulsivas que buscam satisfação momentânea. Entende-se que o conhecimento financeiro não pode se restringir somente as pessoas ligadas à área financeira.  No mundo atual, e ao longo do tempo, fica explícita a relação humana e sua importância com a área financeira, especialmente com o surgimento do capitalismo. De acordo com Ribeiro e Lara (2016), esta relação teve uma evolução nos países com maior desenvolvimento de capital, o crédito e consumo aumentaram significativamente para a faixa trabalhadora de diversas classes sociais. Contudo, no Brasil, esse aumento da renda e do consumo ocorreu após o ano 2000, havendo uma crescente dos serviços financeiros, que por sua vez aumentou a preocupação do endividamento e da educação financeira desses indivíduos. Pesquisas da CNDL/SPC Brasil (2020) apontam que 48% dos brasileiros não controlam o próprio orçamento. Este hábito pode ser reflexo da falta de autocontrole, conhecimento ou competências que poderiam auxiliar em escolhas inteligentes. O brasileiro, segundo Nigro (2018), tornou-se um não poupador, priorizando o imediatismo. Arcuri (2018) afirma que a maioria das pessoas prioriza o agora, desprezando o planejamento de longo prazo. Para Ribeiro e Lara (2016), este pode ser um fator cultural do brasileiro, já que pesquisas diferenciam a classe média do Brasil em relação à classe média de outros países da América Latina, sendo estes mais cautelosos na questão do consumismo e comprometimento do orçamento. Nigro (2018) salienta que grande parte dos brasileiros cresceu sem acesso a educação financeira, seja em seu núcleo familiar ou núcleo escolar. Sarmento (2020) destaca que o intuito da educação financeira não é ensinar uma pessoa a gastar seu dinheiro, mas sim administrá-lo para ter o conhecimento e a consciência de suas receitas e despesas, cuja finalidade é obter uma saúde financeira equilibrada. Para realização deste estudo, define-se como objetivo geral: analisar o índice de endividamento dos estudantes universitários, independente de sua instituição de ensino superior, e de forma específica, identificar se há diferença no índice de endividamento de estudantes dos cursos de exatas e de humanas para verificar o endividamento e a educação financeira recebida. Para realização dos objetivos propostos, elaborou-se uma pesquisa quantitativa descritiva, utilizando o formato de questionário survey com respostas optativas e questões em escala likert, que está sendo aplicado de forma online via e-mail, redes sociais e grupo de whatsapp como forma de disseminação mais ágil para pesquisa. Para a análise dados, os mesmos serão estratificados conforme os objetivos específicos da pesquisa. Como sugere Roesch (2013) a fim de facilitar a visualização e tratamento das informações, assim os dados serão convertidos em gráficos via planilha de Excel. Para tanto, torna-se necessário agrupar os dados de forma lógica, com a intenção de manifestar as respostas de forma clara e objetiva, como sugere Prodanov e Freitas (2013). A presente pesquisa encontra-se em fase de coleta de dados. 

Publicado
2021-01-12
Como Citar
BORBA, Cristiano Jardim de; KOCK, Luiz Fernando; SABOIA, Juliana. Endividamento dos estudantes universitários. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 14, p. 417-418, jan. 2021. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1813>. Acesso em: 24 sep. 2021.