Manejo da dor em neonatos e crianças

um relato de experiência

  • Franciele Camaran dos SANTOS Cesuca- Faculdade Inedi
  • Bruna Mesquita KLEIN Cesuca- Faculdade Inedi
  • Marieli Souza Pereira PAVAN Cesuca- Faculdade Inedi
  • Daiane Taina SANCHES Cesuca- Faculdade Inedi
  • Paloma de PAOLI Cesuca- Faculdade Inedi
  • Fernanda Santos Rodrigues SOUZA Cesuca- Faculdade Inedi
  • Márcia Dornelles Machado MARIOT Cesuca- Faculdade Inedi

Resumo

Introdução:  A internação infantil é marcante na vida da criança, pois ela está vulnerável e afastada do seu lar, com alterações da sua rotina diária como brincar e ir à escola. Uma das vivências desagradáveis do processo de internação correlaciona-se à dor causada por procedimentos realizados pela equipe multidisciplinar, tais como: punção venosa, coleta de exames, curativos ou até mesmo pelo processo patológico. Objetivo: Relatar as experiências vivenciadas no planejamento e na implementação da capacitação sobre dor em neonatos e crianças. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência acerca de capacitação sobre dor realizada durante a XVII Semana de Enfermagem do Hospital de Alvorada, que ocorreu no mês de maio do ano de 2019 e contou com a presença de enfermeiros, técnicos de enfermagem e direção do hospital. Resultados e discussão: Segundo a International Association for the study of Pain (IASP), a dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a um dano real ou potencial dos tecidos, descrita por tal dano1. Sendo subdividida entre aguda, crônica ou recorrente. Nesse contexto, destaca-se que desde o ano 2000 a Joint Commission Acreditation on Healthecare Organizations (JCAHO) estabeleceu como indicador de qualidade de assistência, a inclusão da dor como 5º sinal vital2. Incluindo na avaliação da dor a localização e intensidade, baseando-se em escala numérica e verbal. Assim, distribuímos escalas com faces de personagens infantis (Cebolinha e Mônica de autoria do cartunista Maurício de Souza), o que torna mais atrativa e facilita a identificação da criança com a escala. Este instrumento traz cinco imagens que partem da expressão sem dor até a dor insuportável e acompanha uma escala alfanumérica.3. A dor causa danos e limitações à criança, altera seu comportamento e prejudica sua evolução clínica, quando não tratada ou sub-tratada4. Devemos sempre valorizá-la e respeitá-la devido ao desconforto que ela causa. Considerações finais: O manejo da dor em crianças e neonatos ainda é um desafio para a equipe de enfermagem e requer projetos de intervenção institucional que aprimorem a formação continuada dos profissionais juntamente com a elaboração e implementação de protocolos. Esta experiência mostrou as acadêmicas a importância e a necessidade de utilizar as escalas para identificar a dor em crianças e neonatos, promovendo vínculo entre o paciente, o familiar e o profissional enfermeiro, pois é dever do profissional de saúde manter todos os esforços para atenuar a dor, as angústias e o sofrimento causado pela dor.

Publicado
2020-01-02
Como Citar
SANTOS, Franciele Camaran dos et al. Manejo da dor em neonatos e crianças. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 13, p. 257-258, jan. 2020. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1693>. Acesso em: 25 maio 2020.