Educação para a prevenção e desmistificação do suicídio

relato de experiência

  • Marilin Rose Farias LESSA
  • Cristiana dos Santos Aquistapace SARMENTO
  • Yasmin Alves FERNANDEZ
  • Dayane de Aguiar CICOLELLA

Resumo

Introdução: O suicídio ainda é considerado um tabu na sociedade. Trata-se de uma importante questão de saúde pública, pois afeta indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidade de gênero. O Brasil é o oitavo país no mundo com maior de incidência de casos. Estima-se que para cada pessoa que comete suicídio existem, pelo menos, outros 20 indivíduos que tentaram, porém não o consumaram. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) 90% dos casos podem ser prevenidos, desde que existam condições mínimas para a oferta de ajuda, voluntária ou profissional. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. A enfermagem tem papel importante na escuta qualificada de forma a prestar um atendimento ético, eficaz e livre de julgamentos. Objetivo: Descrever a experiência de discentes na elaboração de um folder educativo para capacitação de uma equipe de enfermagem em relação a prevenção do suicídio. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de acadêmicos do curso de graduação em Enfermagem da Faculdade Cesuca, em campo de práticas de estágio em saúde mental, realizado em uma clínica de reabilitação localizada na região metropolitana de Porto Alegre. Resultados: A construção do folder ocorreu a partir da pesquisa de materiais em sites que abordavam a temática, associado as recomendações do Ministério da Saúde, visto que em 2003 a OMS instituiu o dia 10 de setembro como dia mundial para a prevenção do suicídio. Baseado nesta data, no Brasil, o mês de setembro foi estipulado como período para estimular ações de prevenção. Nesse sentido, o folder construído no mês de setembro de 2018. Abordou a importância de sinais de alerta como conduta de isolamento social, irritabilidade, autoagressão, desinteresse, cansaço, uso e abuso de substância, mudanças bruscas de comportamento e histórico de doença mental. Além disso, destacou-se a seriedade dos mitos de “quem ameaça não faz”, “sobreviventes de suicídios estão a salvo” e “não se deve falar sobre”. Destacaram-se verdades como as de que normalmente as pessoas demonstram sinais antes de cometerem o ato e que a recuperação de uma tentativa é o momento de importante atenção, pois após uma tentativa frustrada as chances de novo ato são maiores. Vale ressaltar que a abordagem verbal pode ser tão ou mais importante que o tratamento medicamentoso, isso porque permite a valorização da pessoa e fortalece a aliança terapêutica. Considerações Finais: No decorrer do estágio foi possível assimilar o conteúdo teórico estudado e vivenciar na prática a importância sobre a orientação da equipe de enfermagem no manejo para a prevenção do suicídio. A busca de informações para a construção do material educativo possibilitou ampliar o conhecimento sobre este importante tabu social e desmistificar mitos, pois o suicídio poderá realmente ser enfrentado quando derrubarmos preconceitos.

Publicado
2018-12-17
Como Citar
LESSA, Marilin Rose Farias et al. Educação para a prevenção e desmistificação do suicídio. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 12, p. 142, dez. 2018. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1455>. Acesso em: 16 set. 2019.