Sepse

uma corrida contra o tempo

  • Suelen Pinto BERNARDO Faculdade Cesuca
  • Patricia dos Santos BOPSIN
  • Joice dos Santos ARAÚJO
  • Leonardo Barros do AMARANTE

Resumo

A sepse pode ser definida como a resposta sistêmica a uma doença infecciosa, seja ela causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários. Manifestando-se em diferentes estágios clínicos do processo fisiopatológico, é um desafio para as especialidades médicas dado a necessidade de pronto reconhecimento e tratamento precoce. Objetivo: Descrever os desafios de iniciar um tratamento precoce ao perfil de pacientes hospitalizados. Método: Trata-se de um estudo de caso, de caráter descritivo, desenvolvido no período de 2017/2 no intensivo da disciplina prática de Urgência e Emergência em um Hospital da região metropolitana de Porto Alegre. Foram analisados artigos científicos, revistas e livros para o embasamento teórico. Resultados: O desenvolvimento do estudo de caso favoreceu o aprendizado dos alunos para identificar a Sepse como a causa mais comum de mortalidade, sendo que no Brasil o índice é superior à de outros países, mesmo os estudos epidemiológicos sendo escassos. Estudos mostram uma incidência de sepse, sepse grave e choque séptico de 46,9%, 27,3% e 23% respectivamente. A mortalidade nestes pacientes foi de 33,9%. Em uma população de 3.128 pacientes, 16,7% apresentaram sepse. Após conhecer os dados epidemiológicos, a enfermagem pode facilmente reconhecer os sinais e sintomas para que seja iniciado precocemente o tratamento indicado pelo Instituto Latino-Americano de Sepse e com isso mitigar a mortalidade. Considerações Finais: A patologia demanda cuidados intensivos e os pacientes necessitam de procedimentos mais complexos como ventilação mecânica, drogas vasoativas, hemoderivados e antibioticoterapia. É de extrema importância a adoção de medidas que permitam o diagnóstico mais rápido e preciso, e início da terapia adequada, assim como o reconhecimento do foco da infecção, e fechamento de diagnóstico de no mínimo seis horas após o início dos sintomas clínicos, para que o prognóstico seja melhor. Essas medidas incluem educação e treinamento específicos dos profissionais de saúde e adoção de protocolos adequados nas unidades de atendimento.
Publicado
2018-01-17
Como Citar
BERNARDO, Suelen Pinto et al. Sepse. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 11, p. 469-470, jan. 2018. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1420>. Acesso em: 19 ago. 2018.