Telômeros, telomerase e envelhecimento

  • Luisa Carvalho Meira SILVEIRA
  • Tatiana Gomes ROSA

Resumo

Mesmo com o avanço da Medicina, ainda há campos inexploráveis, desconhecidos e obscuros a respeito do envelhecimento celular. Grande parte da população estão constantemente à procura de procedimentos estéticos, medicamentos, fitoterápicos, entre outros, buscando uma fórmula milagrosa como forma de retardar o envelhecimento. No entanto essa “fórmula” pode estar na própria célula. Sabe-se que na extremidade livre de um cromossomo, encontra-se uma região formada por DNA não codificante denominada de telômero, cuja função é manter a estabilidade do cromossomo. Atualmente os telômeros agem como contadores intrínsecos da divisão celular, protegendo o organismo contra divisões fora do controle, como ocorre no câncer. A cada divisão celular os telômeros vão sendo encurtados, quando atingem uma extensão crítica, os cromossomos tornam-se instáveis e a célula cessa suas divisões, até perderem a sua funcionalidade, esse é um dos fatores que estão associados ao envelhecimento. Um dos principais experimentos demonstrando a relação entre telômeros curtos, e envelhecimento, foi a clonagem da ovelha DOLLY, em que foram utilizadas glândulas mamarias de uma ovelha adulta, onde os telômeros já haviam sofrido um “desgaste”, a ovelha apresentou um envelhecimento precoce e após seis anos morreu devido a uma doença crônica. Atualmente as pesquisas envolvendo telômeros e envelhecimento tem sido bastante significativas, ajudando esclarecer esse processo. Sabe-se que telômeros curtos significam envelhecimento e que diversas enzimas garantem o funcionamento correto dos telômeros, em particular a telomerase. A principal função da telomerase é repor os telômeros nas extremidades cromossômicas, adicionando nucleotídeos aos telômeros, reajustando continuamente o relógio celular. Portanto células que apresentam maior concentração de telomerase apresentam uma vida útil maior e um envelhecimento mais lento. Cada célula sabe como produzir a telomerase, o segredo está em sinalizar a célula para ativar ainda mais sua produção e consequentemente sua função. Hoje sabe-se que mudanças no estilo de vida, como por exemplo a prática da meditação, influenciam diretamente nos nossos genes, e uma das mudanças mais impressionantes resultantes dessa prática tem a ver com a produção da enzima telomerase. Já a falta de atividade física, o estresse crônico são exemplos de hábitos que promovem o encurtamento dos telômeros. Portanto devemos ter em mente, que pequenas mudanças nos hábitos diários podem retardar o processo de envelhecimento. Então boa alimentação, exercício físico e boa saúde mental são essenciais para retardarmos o processo de envelhecimento precoce ou acelerado da célula.

Publicado
2018-02-20
Como Citar
SILVEIRA, Luisa Carvalho Meira; ROSA, Tatiana Gomes. Telômeros, telomerase e envelhecimento. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 11, p. 466-467, fev. 2018. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1412>. Acesso em: 24 set. 2018.