Projeto piloto

implantação de medidas terapêuticas para o manejo da dor em procedimentos invasivos realizados em sala de vacinação do município de Cachoeirinha

  • Daiane Pedroso LOPES
  • Michelle Rocha FORTES
  • Fátima Helena CECCHETTO

Resumo

A vacinação é uma importante medida de saúde pública para a prevenção contra doenças. O calendário vacinal vigente prevê até os 15 meses de vida 17 procedimentos invasivos, que acarretam em 17 episódios passíveis de dor. Realizar tais procedimentos geram muitas vezes ansiedade no cuidador/responsável pela criança, bem como sentimentos no próprio vacinado de medo, angústia, ansiedade, agitação e dor. A dor pode acarretar em dificuldade de aceitação em um procedimento invasivo subsequente, dificultando o alcance de metas e das coberturas vacinais. As ações de enfermagem englobam diversas técnicas para intervir na dor do paciente. Apesar da moderna tecnologia empregada no intuito de desenvolver novos imunobiológicos, pouca atenção vem sendo dada ao controle adequado da dor. Há necessidade de implantação de estratégias para auxiliar na diminuição do sofrimento e dor das crianças durante o processo vacinal. Realizaremos a capacitação inicial, de uma equipe de sala de vacinas, do município de Cachoeirinha, para implantar técnicas de manejo de dor em procedimentos invasivos e desenvolvimento de habilidades para a abordagem na população pediátrica. A presente investigação teve como objetivo fazer uma revisão da literatura sobre as principais medidas terapêuticas para o manejo da dor em procedimentos invasivos realizados em pediatria. Para a seleção dos artigos foi utilizada a base de dados da Biblioteca Virtual e Saúde (BIREME), LILACS e o Scielo. A amostra constituiu-se de 17 artigos. Após análise dos artigos incluídos, os resultados apontaram que as estratégias não farmacológicas são extremamente úteis no manejo da dor em crianças, dentre elas destaca-se o estabelecimento de um relacionamento confiante, ambiente calmo, criação de uma sensação de conforto geral, mudanças de posição, distração para desviar a atenção da dor, alteração na condução do estímulo doloroso, técnicas de modificação comportamental, técnicas de relaxamento, estabelecimento de uma boa comunicação e apoio emocional. Todas estas estratégias podem ser alcançadas através do incentivo ao aleitamento materno, ingestão de sacarose/glicose, sucção não nutritiva, brinquedo terapêutico, uso do lúdico durante o procedimento, estimulação cutânea (calor/frio, vibração), presença de pessoa significativa junto ao paciente, contato pele a pele, manutenção de ambiente calmo, administração simultânea de imunobiológicos, calibre e ângulo da agulha, ordem de aplicação dos imunobiológicos, tempo de administração. Ressalta-se que estratégias não farmacológicas junto a técnica e a humanização são extremamente úteis no manejo da dor em crianças e podem ser desenvolvidas de forma direta ou indireta pela equipe de enfermagem.
Publicado
2018-02-20
Como Citar
LOPES, Daiane Pedroso; FORTES, Michelle Rocha; CECCHETTO, Fátima Helena. Projeto piloto. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 11, p. 412-428, fev. 2018. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1392>. Acesso em: 21 jul. 2018.