Preconceito explícito à diversidade sexual e de gênero no ensino superior

  • Cleuza Pinto ANDERSSON
  • Fellipe Neves CARDOSO
  • Luis Filipe CARDOSO
  • Manoela Coimbra de Medeiros
  • Bruna Larissa SEIBEL

Resumo

Diante da realidade atual de violência e preconceito contra a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) torna-se premente a realização de pesquisas e intervenções que afetem tais estereótipos, construindo relações sociais mais respeitosas e seguras para todos. Assim, o objetivo do presente projeto de pesquisa é identificar quais os níveis de preconceito explícito em relação à população LGBT apresentados em estudantes de graduação. Para isso, será aplicada a Escala de Preconceito contra Diversidade Sexual e de Gênero (EPDSG) em estudantes de uma Faculdade privada da região metropolitana de Porto Alegre, sendo que o autor autorizou o uso do instrumento para esta pesquisa. A partir dos resultados obtidos, acredita-se que se poderá trazer, à instituição, a importância de que haja espaços ofertados dentro do local acadêmico para debates construtivos entre os alunos sobre o preconceito à população LGBT e temas como os estereótipos de gênero consolidados atualmente na sociedade Ocidental, machismo, heteronormatividade, dentre outros. O projeto da pesquisa será devidamente submetido à aprovação do Comitê de Ética e à direção da instituição para que seja feita a divulgação do mesmo no local e aplicação com os acadêmicos. Os participantes responderão, de maneira online, à EPDSG e perguntas sociodemográficas sobre gênero, idade, orientação sexual e densidade populacional de suas cidades de origem. Também responderão se possuem e frequentam alguma religião, e ainda se, durante a graduação, já haviam realizado qualquer tipo de formação sobre sexualidade e gênero. O desenho metodológico será o mesmo aplicado pelo autor da escala em pesquisa realizada em outra instituição de ensino superior de Porto Alegre/RS para possibilitar a comparação dos resultados de ambas as pesquisas. Cabe salientar que a participação do sujeito apenas será computada após o mesmo assinalar seu consentimento no local indicado. A partir dos resultados obtidos, espera-se poder mapear as necessidades de intervenção nos preconceitos de gênero. Uma das alternativas de intervenção pode ser a construção de espaços dentro do local acadêmico para debates construtivos entre os alunos sobre o preconceito contra à população LGBT. Por fim, acredita-se que os resultados produzidos por essa pesquisa poderão possibilitar intervenções que busquem formar profissionais mais éticos e respeitosos dos direitos humanos, independentemente de sua área de atuação.
Publicado
2017-12-11
Como Citar
ANDERSSON, Cleuza Pinto et al. Preconceito explícito à diversidade sexual e de gênero no ensino superior. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 11, p. 361, dez. 2017. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1367>. Acesso em: 22 abr. 2018.