Depressão, neurotransmissores e psicologia positiva

  • Loeri Fátima Bazotti
  • Tatiana Gomes Rosa

Resumo

A depressão é uma doença que acomete muitas pessoas, é considerada a doença do século. Segundo a OMS será a doença mais comum até 2030. A sociedade moderna, o estresse causado pela falta de tempo, uma vida muito corrida, são alguns dos sinalizadores das possíveis causas da manifestação dessa doença, além de situações inesperadas, como perda de familiares, desemprego, doença ou separações, podendo também ser desencadeada por fatores genéticos. Tem como característica padrões de pensamentos negativos, como se a vida perdesse o sentido. Causa sentimentos de prostração, perda de interesse e prazer, culpa, baixa autoestima, sono e alimentação com má qualidade, cansaço e déficit de concentração. Sabe-se que uma das causas da depressão está relacionada com o neurotransmissor serotonina, conhecido como neurotransmissor do bem estar. Na depressão acontece uma diminuição da liberação desse neurotransmissor, mas a bomba de receptação e a enzima continuam trabalhando normalmente. Para o tratamento da depressão são usados antidepressivos, que têm por objetivo inibir a recaptação dos neurotransmissores e manter um nível elevado dos mesmos na fenda sináptica. Com isso o humor se reestrutura e o doente se sente melhor. A forma de tratar a depressão mudou muito no decorrer da história, sendo que os medicamentos antidepressivos surgiram há menos de 70 anos, juntamente com tratamentos psicológicos e psiquiátricos. Neste trabalho objetiva-se, apresentar a Psicologia Positiva como mais uma alternativa de tratamento que visa reestabelecer o equilíbrio do indivíduo através do desenvolvimento do bem-estar e o impacto na produção dos neurotransmissores. Desde o ano 2004, a partir da obra Felicidade Autêntica e depois em 2011 com a obra Florescer, a Psicologia Positiva traz uma abordagem que enfatiza os aspectos positivos do desenvolvimento humano, considerando os cinco constructos do bem-estar: emoção positiva, engajamento, sentido, relacionamentos positivos e realização, alicerçados por 24 forças pessoais. Para construção de uma vida com mais bem-estar, a Psicologia Positiva nos apresenta formas de buscar os constructos, como por exemplo: Diário das bênçãos, prática de exercícios físicos e meditação, sorrir, conviver com pessoas de bom-humor, se envolver em alguma tarefa prazerosa, e buscar fazer coisas que dão sentido para a vida, dentre outras. Através dessas práticas, novas redes neurais são formadas, ocorrendo um aumento na produção dos neurotransmissores serotonina e acetilcolina, diminui a produção do cortisol, hormônio do stress. O aumento na produção desses neurotransmissores pelos neurônios através dessa abordagem, nos mostra outras formas de tratar a depressão, explorando outras forças até então desconhecidas pelos indivíduos, buscando assim o equilíbrio mente e corpo.

Publicado
2017-12-11
Como Citar
BAZOTTI, Loeri Fátima; ROSA, Tatiana Gomes. Depressão, neurotransmissores e psicologia positiva. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 11, p. 363-364, dez. 2017. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1362>. Acesso em: 19 out. 2018.