Comitê de investigação de transmissão vertical

possibilidades e limites de uma experiência em construção.

  • Gisele Cristina TERTULIANO
  • Michelle Rocha FORTES
  • Daisy Cristina da Silva dos SANTOS

Resumo

A sífilis e o HIV ainda são um grave problema de saúde pública nos países do continente americano. Percebe-se que nos últimos anos o aumento da ocorrência de um determinismo caracterizado pela vulnerabilidade da população exposta às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) expõe mães e crianças a um contexto frágil que impede o acesso oportuno e adequado ao tratamento. Cachoeirinha, município localizado na região metropolitana de Porto Alegre/RS pertence ao grupo dos municípios prioritários da Cooperação Interfederativa do Rio Grande do Sul para enfrentamento do HIV/AIDS. Os eixos que caracterizam esse acordo são: ações para as populações-chave, aumento da capacidade e eficiência dos serviços de saúde, expansão da oportunidade de acesso ao diagnóstico rápido e aprimoramento da gestão. A partir de setembro de 2017 iniciou a formalização para a constituição do Comitê de Transmissão Vertical ( representado pela rede de serviços em saúde ),paralelamente as ações de  vigilância epidemiológica(VE), atenção básica e políticas de saúde que buscam alternativas para o  enfrentamento dos índices alarmantes de sífilis adquirida(SA),sífilis em gestante(SG);sífilis  congênita(SC) e seus determinantes sociais e de saúde a partir das investigações dos casos de sífilis congênita precoce  e a VE de rotina.Entre as ações deflagradas,foi construído um banco de dados paralelo ao Sistema de Notificação de Agravos( SINAN)  para armazenar as informações das investigações do casos de SC precoce e busca ativa de casos de SG .Além dessas ações , estão sendo monitorados os casos de  SA em mulheres em idade fértil  para o cruzamento das informações com o Sistema de Informação  de Nascidos Vivos( SINASC)  para a vigilância de  possíveis casos de sífilis não notificados na gestação e acompanhamento dos respectivos recém- nascidos. Reuniões para a avaliação dos fluxos de atendimento, estudo de revisões integrativas de literatura sobre SG e SC a comparação dos dados epidemiológicos nacionais com a realidade do município em questão. Entre outras atividades que estão sendo promovidas ,citamos as  capacitações para a atenção básica e assistência hospitalar objetivando a atualização técnica sobre os protocolos assistenciais.Com o fortalecimento das equipes e das ações interdisciplinares, buscamos o aprimoramento  das ações para correção de falhas encontradas no itinerário terapêutico  que repercutem na  saúde materna e infantil.Desejamos através do comitê  alertar os gestores,  rede de serviços e a sociedade sobre a importância de implementar ações para a redução dos casos e mobilizar os  atores sociais para o fortalecimento das políticas  de atenção à mulher, homem e criança.
Publicado
2017-12-11
Como Citar
TERTULIANO, Gisele Cristina; FORTES, Michelle Rocha; SANTOS, Daisy Cristina da Silva dos. Comitê de investigação de transmissão vertical. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 11, p. 431-432, dez. 2017. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1358>. Acesso em: 23 jun. 2018.