A bainha de mielina

sua formação, composição, funções e plasticidade.

  • Tatiana Gomes ROSA Cesuca- Faculdade Inedi
  • Fabiano Boeira dos REIS

Resumo

Diante da importância da bainha de mielina para os processos mentais e fisiológicos, verificamos a necessidade de ampliar os conhecimentos sobre este assunto. Sendo assim, este estudo tem a finalidade de conhecer o modo como ela é formada e quais os fatores que influenciam na sua constituição, para que a partir destas informações seja possível elaborar estratégias de saúde que visem melhor qualidade de vida. Em uma pesquisa interdisciplinar, foram analisados textos de livros e artigos da área Médica, da Nutrição e área da Psicologia que tivessem relação com a formação ou plasticidade da mielina. O resultado destes estudos mostrou que a bainha de mielina tem a função de isolar o axônio e fazer com que o potencial de ação percorra-o por todo o seu comprimento e chegue ao terminal, além de ser responsável por sua velocidade.  Ela formada por glicofoslipídios e colesterol. Começa a ser formada no segundo trimestre da gestação, continua após o nascimento e sua maturação se dará mais ou menos os 25 ou 30 anos. Sua formação ocorre através das células chamadas oligondendrócitos no sistema nervoso central e neurolemócito, também conhecido como célula de Schwann, no sistema nervoso periférico. Alguns estudos demonstram que o cérebro não é estático, ele possui plasticidade. Esta plasticidade não acontece somente na substância cinzenta, composta pelos neurônios, ela acontece também na substância branca, composta pelas células da glia, onde se encontra a bainha de mielina. A plasticidade ocorre devido a necessidade do cérebro se adaptar e a alimentação, tanto quanto a experiência influenciam neste processo. O ácido alfa-linoleico encontrado nos peixes, nozes, linho e em algumas folhas verdes, têm considerável importância na formação da bainha de mielina, pois possuem gorduras essenciais, ou seja, que não são sintetizadas pelo organismo. Além disto, a sintetização do ácido alfa-linoleico forma o ácido eicosapentaenóico e docosaexaenóico, encontrados nos fosfolipídios, moléculas que compõem a mielina. As experiências do indivíduo também demonstram ter significante importância para a formação da bainha de mielina. Estudos realizados através de uma técnica não invasiva chamada “Diffusion Tensor Imaging”, mostraram que a meditação pode alterar significativamente a camada mielínica das células nervosas do sistema nervoso central. Estas informações nos levaram a conclusão que a mielina exerce função importante para o funcionamento dos neurônios e que tanto a alimentação como as experiências de um indivíduo podem alterar esta estrutura celular.
Publicado
2017-12-11
Como Citar
ROSA, Tatiana Gomes; REIS, Fabiano Boeira dos. A bainha de mielina. MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO CESUCA - ISSN 2317-5915, [S.l.], n. 11, p. 125-136, dez. 2017. ISSN 2317-5915. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/mostrac/article/view/1336>. Acesso em: 22 abr. 2018.