12. O ESTRANGEIRO E A SUA ABSURDIDADE

  • Celso Augusto Nunes da CONCEIÇÃO Cesuca
  • Angela KRETSCHMANN Cesuca

Resumo

O pensamento contrassensual ou inconsistente sempre causa desconforto intelectual quando uma decisão foge ao bom senso de qualquer situação. É justamente do que trata a obra “O Estrangeiro”, de Albert Camus, em que o personagem principal foi condenado não pelo seu crime, mas pela sua conduta social. E como recentemente o Brasil aplicou o Acordo Ortográfico de 2009, mesmo sabendo que os outros países lusófonos ainda o estão discutindo, a relação entre a obra e esse “(des)acordo” hibridiza tanto a expressão “estrangeiro” como os absurdos ocorridos nos dois casos. A partir disso, é possível apresentar o percurso de ambos e as suas vicissitudes que geraram os argumentos falaciosos constituintes das absurdidades.   

Biografia do Autor

##submission.authorWithAffiliation##
Doutorado em Linguística Aplicada, PUCRS. Experiência na área de linguagem e comunicação: professor de graduação e pós-graduação no UNILASALLE/RS; professor na Fundação dos Defensores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul; professor e apresentador do programa televisivo “Não tropece nas Letras” da Faculdade São Judas Tadeu; pesquisador do CNPq, PUCRS, UNILASALLE e CESUCA. Disciplinas ministradas: Linguística Geral, Sintaxe, Semântica, Pragmática, Lógica, Semiótica, Direito e Linguagem, Português Jurídico e Português Instrumental. Elaborador de provas de Língua Portuguesa para Concursos Públicos de nível superior.
##submission.authorWithAffiliation##
Professora e diretora de pesquisa do Complexo de Ensino Superior de Cachoeirinha/RS (Cesuca). Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Professora do Mestrado em Direito da Empresa e Negócios da Unisinos, Doutora em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos/RS). Pós-doutora pelo Institut for Information, Telecommunication and Media Law (ITM), Münster, Alemanha

Referências

ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA - ACL. Vocabulário Ortográfico Atualizado da Língua Portuguesa. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2012.
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS - ABL. Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. 5. Ed. São Paulo: Global Editora, 2009.
CAMUS, Albert. O Estrangeiro. Rio de Janeiro: Record, 2008.
CONCEIÇÃO, Celso Augusto N. da (2015). “(Des)acordo Ortográfico”. Disponível em < http://www.fd.unl.pt/Anexos/10386_4.pdf>. Acesso em 15 dez 2015.
__________ & MOREIRA, Edelvira A. da Silva (2013). O Alienista e o Acordo Ortográfico de 2009: insanidade compartilhada. Disponível em . Acesso em 03 jan 2016, p. 188-197.
HOUAISS ELETRÔNICO. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009.
PRIBERAM. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP). Disponível em < https://www.priberam.pt/DLPO/>. Acesso em 04 nov 2015.
MARCONDES, Danilo e JAPIASSÚ, Hilton. Dicionário básico de filosofia. 4.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.
MOREAU, Raul. A lógica do absurdo. Porto Alegre: Editora do Autor, 2005.
SEARLE, John R. Os actos de fala. Coimbra: Livraria Almedina, 1984.
WARAT, Luís Alberto. Saber crítico e senso comum teórico dos juristas. Revista Sequência : estudos jurídicos e políticos da Universidade Federal de Santa Catarina. V. 03, n 05, 1982, p. 48-57.
_______. As falácias jurídicas. Revista Sequência : estudos jurídicos e políticos da Universidade Federal de Santa Catarina. V. 06, n 10, 1985, p. 123-128.
WORDPRESS. Referendo ao “Acordo Ortográfico de 1990”. Disponível em < https://referendoao90.wordpress.com/>. Acesso em 7 jan 2016.
Publicado
2016-01-31
Como Citar
CONCEIÇÃO, Celso Augusto Nunes da; KRETSCHMANN, Angela. 12. O ESTRANGEIRO E A SUA ABSURDIDADE. REVISTA DIÁLOGOS DO DIREITO - ISSN 2316-2112, [S.l.], v. 5, n. 9, p. 158-176, jan. 2016. ISSN 2316-2112. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/dialogosdodireito/article/view/1063>. Acesso em: 27 jun. 2017. doi: https://doi.org/10.17793/rdd.v5i9.1063.

Palavras-chave

Estrangeiro, Absurdo, Falácia