5. NARRATIVIDADE, COERÊNCIA E NORMATIVIDADE. NOTAS A PARTIR DE O ESTRANGEIRO, DE ALBERT CAMUS

  • Luis ROSENFIELD IMED - RS

Resumo

O presente ensaio busca investigar as implicações entre narratividade, normatividade e coerência a partir do romance O estrangeiro (1942), do escritor franco-argelino Albert Camus. Destaca-se a noção de ausência de coerência narrativa do protagonista-narrador da obra, Mersault como forma de demonstrar a natureza comunicativa e linguística do direito, e das implicações desse fenômeno. Procura-se, com isso, sublinhar a importância da narratividade no direito, e de como isso se apresenta  como condição de possibilidade para compreensão de determinados fenômenos jurídicos.

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Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Mestrando em Direito pela Faculdade Meridional (IMED/RS)

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Publicado
2016-01-31
Como Citar
ROSENFIELD, Luis. 5. NARRATIVIDADE, COERÊNCIA E NORMATIVIDADE. NOTAS A PARTIR DE O ESTRANGEIRO, DE ALBERT CAMUS. REVISTA DIÁLOGOS DO DIREITO - ISSN 2316-2112, [S.l.], v. 5, n. 9, p. 70-82, jan. 2016. ISSN 2316-2112. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/dialogosdodireito/article/view/1051>. Acesso em: 19 out. 2017. doi: https://doi.org/10.17793/rdd.v5i9.1051.

Palavras-chave

coerência; narratividade; direito e literatura; Albert Camus; O estrangeiro