8. EM BUSCA DE UM SENTIDO: O DIREITO ENQUANTO PROCURA PELA ‘JUSTIÇA’ NATIVA EM OPOSIÇÃO AOS ‘CRIMES’ DO ESTRANGEIRO

  • Ramiro Ferreira FREITAS Universidade Regional do Cariri -- URCA Procuradoria Geral do Município -- PGM (Crato-CE Centro educativo do Cariri de Apoio às Pessoas com Deficiência Visual -- CEC

Resumo

O presente artigo pretende investigar como a obra O Estrangeiro, de Albert Camus, pode apresentar contribuição relevante para formação de uma consciência jurídica sustentada por (pré)conceitos. Através de consulta bibliográfica e reflexão pessoal, foi possível sublinhar mecanismos (quase sempre imperceptíveis ao observador descuidado) com potenciais aplicações irracionais por parte de membros do alto escalão decisório. As escolhas feitas pelos tribunais ou, até mesmo, por juízes, precisam, sempre, atender às evidências (extraídas dos fatos relevantes) e não podem, ao arrepio do bom senso, ganhar tom inquisitorial contrário ao Estado Democrático.

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Bacharelando em Direito pela URCA, atuou como aluno-monitor da disciplina Teoria Geral do Direito durante o semestre 2014.2, cumpre Estágio Profissional na PGM (Procuradoria Geral do Município) de Crato-CE e foi Fiscal do CEC-Cariri.

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Publicado
2016-01-31
Como Citar
FREITAS, Ramiro Ferreira. 8. EM BUSCA DE UM SENTIDO: O DIREITO ENQUANTO PROCURA PELA ‘JUSTIÇA’ NATIVA EM OPOSIÇÃO AOS ‘CRIMES’ DO ESTRANGEIRO. REVISTA DIÁLOGOS DO DIREITO - ISSN 2316-2112, [S.l.], v. 5, n. 9, p. 106-115, jan. 2016. ISSN 2316-2112. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/dialogosdodireito/article/view/1029>. Acesso em: 19 out. 2017. doi: https://doi.org/10.17793/rdd.v5i9.1029.

Palavras-chave

Camus. Verdade Jurídica. Constituição. Decisão.